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[RPG] Contos de Sangue

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1 [RPG] Contos de Sangue em 05/02/14, 11:25 pm

Corvo

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1.


A escuridão era densa, embaçada. O cheiro químico queimava o olfato. Ninguém falava. Não havia razão para falar.

No escuro, pequenas luzes piscavam. Computador, equipamentos. A luz vermelha na parede indicava que a porta continuava trancada. Na parede oposta estavam as celas. Suas celas. E no meio do cômodo, a cama...

Eram três. Costumava haver outros, antes de serem colocados na cama. Agora restava apenas os três. Pequenas coisas de carne morta, sem roupas, sem vida, sem nada. Apenas esperando a sua vez...

Uma luz se torna verde. Um barulho chama a atenção, mas a garota estava grogue demais para perceber, e o louco era mantido em torpor. Apenas o rato, amedrontado, vira a cabeça para ver a porta se abrir. Ele sabia o que viria a seguir. Logo, haveria outra cela vazia.

A figura demoníaca desliza para dentro da sala. Atrás dele, um gigante. As luzes se acendem e os prisioneiros ficam cegos - Traga-a. - Diz o demônio.

Um botão é pressionado, uma cela se abre. O gigante arrasta a garota e joga seu corpo nu sobre a cama, forçando-a a abrir braços e pernas, prendendo cada membro com tiras de couro negro avermelhado, que nem sempre foram daquela cor.

O demônio se aproxima, alisando carinhosamente os chifres. Dedos com unhas ósseas pontiagudas arranham delicadamente a pele pálida da garota, subindo pela sua barriga até a região entre seus seios. O demônio sorri - Mais uma vez, então... Prometo que será a última, minha querida. - Ergue um punhal.

Algo se quebra fora do cômodo. O gigante rosna. O demônio parece surpreso. Pessoas começam a entrar na sala, pulando sobre os dois, mordendo com dentes afiados. O demônio brande seu punhal. O gigante arremessa um inimigo, que cai sobre o computador. As celas se abrem.

O rato pula para fora. Tentáculos negros prendiam os pés do gigante, enquanto inimigos continuavam a pular sobre ele. Alguém se contorcia aos pés do demônio, que perdera o punhal e lutava agora com suas garras afiadas. O rato se abaixa e pega o punhal.

Sobre a garota surge um monstro deformado, erguendo um punhal contra ela. O rato corta as tiras de couro que a prendiam - Vamos! - Então pula para a cela do louco e arranca a estaca de seu peito.

O homem desperta violentamente, em meio ao caos. Tem tempo apenas de ser puxado para fora da cela e ver as linhas que mostravam o caminho a ser seguido. Certamente, deveria seguir aqueles três que corriam para fora do cômodo, desviando da ordenada briga que se desenvolvia ao redor. Oh, espere! Aquilo não tinha acontecido ainda... Mas estava acontecendo agora.

Sobem uma longa escadaria de madeira e terra, saindo num alçapão, dentro de uma minúscula cabana despedaçada. Uma porta arrombada de um lado, uma abertura de janela de outro. Lá fora apenas noite, mato, árvores e som de passos.

(Arg faz um teste de dificuldade 8. Consegue 2 acertos. Sortudo maldito.)

O louco podia ver os padrões da passagem do tempo afastando-se da porta rapidamente, apontando para a janela e vagando pelas árvores lá fora.



Última edição por Corvo em 13/03/14, 11:28 am, editado 1 vez(es)

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2 Re: [RPG] Contos de Sangue em 06/02/14, 12:27 am

LíderDosLíderes

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Ariel Therman

Eu não entendia o que estava acontecendo. Não havia o por que. Ou havia? Por algum tempo, indaguei a relevância de saber o que estava acontecendo.
- Saía, meu querido - Ah, a voz da minha doce esposa. Sim, eu não deveria perder tempo naquele lugar. Provavelmente morreria.

Felizmente para mim, aquele pensamento não havia tomado mais de um segundo na minha cabeça. Me levantei, um pouco tonto por causa da maldita estaca. - Vamos, meus amores. - Disse, me referindo a minha esposa e minha filha. Era importante eu não deixar elas lá naquela cela podre.

Sem perder mais nenhum segundo, corri atrás daqueles três que pareciam estar indo para uma saída. E como planejado, estávamos a alguns passos da liberdade.

Mas foi aí que eu percebo uma mensagem das minhas amadas. Aquela passagem. Uma linha. Uma solução? Temporal? Saída. Indaguei se deveria oferecer aqueles idiotas uma solução. Teria mais chance de sobreviver se atuássemos em grupo.   Em teoria. Eu não os conhecia, ou não me lembrava, de nenhum deles. - Não saíam! Há um monstro devora-criaturas ao lado da porta! - Aquilo era mentira. Mas gostaria de checar se eles eram humanos ou vampiros. Dependeria de sua reação, mas ainda não podia perder tempo.

- Vamos, minha amada já me mostrou a verdadeira solução. Temporal? A saída, venham, sigam-nos! - E foi assim que sem roupas, eu passei pela janela e com extrema atenção caminhei até aonde o fluxo me levava. Pegaria uma pedra ou um galho que parecesse duro, só por se acaso. Minha esposa realmente me amava.

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3 Re: [RPG] Contos de Sangue em 06/02/14, 07:36 pm

Beatriz Moura

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Céline Maud Bastian

Então terminaria ali, afinal. Sem conseguir lutar, ou resistir de qualquer outra maneira, tudo o que me restava era esperar o fim... Até que o caos começa.

A luta se espalha pelo local, mas eu continuava imobilizada. Até que alguém, um alguém grotesco... um nosferatu... me liberta.

Tombo para fora da cama. Podia sentir os efeitos da droga diminuindo, mas ainda presentes. Não estava em condições de lutar, principalmente sem saber contra quem, então simplesmente corro o melhor que posso, seguindo os outros dois. Apenas para terminar em uma cabana velha no meio do nada.

Pretendia simplesmente continuar a correr. Me afastar o máximo possível, e então pensar em uma solução para o resto. Mas um de meus colegas de fuga – o da estaca, não o nosferatu – fala sobre algo perto da porta, e eu paro imediatamente.  Nenhum dos dois me parecia familiar, mas não via motivos para não ouvi-los. Afinal o nosferatu havia me libertado, e o outro era mantido em torpor. O que certamente indica que ele não é amigo dos meus captores.

- Do que você está falando? De um lupino? – Pergunto, olhando nervosamente ao redor. Não tinha noção de onde estávamos. E com todas aquelas árvores cercando a cabana e a briga lá embaixo, não me parecia exagero cogitar tal hipótese. Mas ele simplesmente sai pela janela.

Levando uma sobrancelha, e olho inquisitivamente para meu monstruoso libertador, dou de ombros e sigo pela janela. Preferia fugir e tentar sobreviver a ficar e encarar a morte final. Só preferiria ter algo para vestir. Não por algum tipo de pudor mundano. - Esse tipo de coisa mal me atingia quando eu era viva, e a não-vida não havia me deixado mais acanhada. Muito pelo contrario. - Mas fugir nua nunca me pareceu muito agradável.

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4 Re: [RPG] Contos de Sangue em 09/02/14, 08:00 pm

Corvo

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Três animais pulam pela pobre abertura na madeira, que se passava por uma janela. Atrás, passos sobre a porta arrombada, dentro da cabana. Eles se afastam rapidamente.

- Malditos malkavianos - murmura o rato, enquanto correm cegamente pela mata fechada. As copas das árvores escondiam as estrelas. Não havia lua. Não havia luz. Plantas abriam cortes pelos seus corpos nus. As solas dos pés em carne viva. O odor de sangue ~seu sangue~ no ar. A sensação de correr desenfreadamente na escuridão era agonizante. Sentiam-se como se estivessem sendo caçados. Como se estivessem caçando...


Ariel Therman

Pula da janela, e de repente estava em seu escritório. Tessa olhava para você. Sorria. Era o sorriso mais incrível que já existiu - Venha! Quero lhe mostrar uma coisa! - Ela te puxava pela mão, rindo e correndo de excitação. Você tentava perguntar o que aconteceu, mas tudo que ela respondia era - Venha, venha logo! Corra! - Passam para um corredor, então para o jardim. Os lírios que Tessa tanto adorava estavam se abrindo em flor, brancos e... vermelhos? - Mais rápido, mais rápido! - Tessa corria na sua frente, a cada passo mais jovem e mais silenciosa. As folhagens ficavam mais densas conforme se aprofundavam no jardim. Anoitecera. Estava mais e mais difícil acompanhá-la. Um arrepio percorre sua espinha ao ouvir um soluço. Tess-não... Annie chorava assustada, correndo na sua frente - Papai! Corra! - Você tentava abraçá-la, protegê-la, mas ela já não segurava mais sua mão. Estava fora de seu alcance - Eles estão vindo! Papai, eles estão vindo! - Annie começava a se distanciar, não importava quão rápido você corria. Seus gritos se tornavam mais desesperados. O contorno dela vai se perdendo na escuridão. Você seguia seus gritos. De repente uma forte luz surge na sua frente. Você não consegue parar a tempo. Atravessa a parede de luz.

Estava na floresta, nu, de frente para uma pequena clareira. Às suas costas, alguém arfava. Uma voz de papel rasgando pergunta. - Para onde agora, guia? - (Teste de dificuldade 7) Havia um pouco de sarcasmo na voz.


Céline Maud Bastian

Escuridão, cheiro de sangue, corpos abertos em feridas. Correr, correr, correr. Era como se estivesse caçando... e sendo caçada. Seu coração batia tão rápido que parecia impossível. Era difícil controlar os instintos (Teste de dificuldade 7). Mas você sabia que não podia se dar ao luxo de perder o controle.

Focar-se no caminho era inútil. Não havia caminho. O único guia era o homem à sua frente: um desconhecido, um lunático correndo desenfreadamente, sem direção. Murmurava coisas ininteligíveis para si mesmo. Fazia zigue-zagues, curvas, grandes círculos. Por vezes guinava para trás e voltava por vários minutos antes de retomar a direção anterior. Nunca parava, nunca diminuía.

Todos arfavam pesadamente. Corriam colados, para não perderem-se na escuridão. Era possível sentir o bafo do Nosferatu atrás de você, perto suficiente para tocá-la... Para tocar seu pescoço (Teste de dificuldade 8). Um arrepio perpassa sua nuca. Vocês continuam correndo.

Não sabia quanto tempo havia se passado, onde estavam e nem mesmo como encontrar o caminho de volta, se quisesse. Quando o Malkaviano começa a acelerar ainda mais, você tem certeza de que o perderia de vista. E realmente perde, por vários segundos, até que se depara com uma pequena clareira. O homem estava parado ali, e você para logo atrás, arfando com força. O Nosferatu chega menos de um segundo depois, também arfando (Teste de dificuldade 7). Você percebe o olhar irritado que ele lança para o Malkaviano antes de falar - Para onde agora, "guia"? -

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5 Re: [RPG] Contos de Sangue em 11/02/14, 12:43 pm

LíderDosLíderes

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Ariel Therman

Era uma pena o que havia acontecido. Uma grande pena. Mas enfim, coisas vem e vão, assim é a natureza da vida. Não vou negar, eu tinha vontade de chorar, mas não ajudaria nada. Eu saberia que elas voltariam, em algum momento. Elas sempre voltam.

Admirava o bosque. Eu sempre achei bosques bonitos. Realmente, eles - Ãh? - Meu pensamento era interrompido por uma voz cansada. Olhava para trás, e compadecia. Um Nosferatu. Ainda não havia notado sua presença. Ou talvez havia desejado ignorar-la. Ou haveria notado, mas depois de tanta emoção e beleza simplesmente havia esquecido?

Sem embargo, achei a situação estranha. Os ratos normalmente eram pessoas com muita informação, talvez não inteligentes, mas pelo menos astutos. Ele ainda não havia percebido o que estava acontecendo? Me perguntava sobre a outra Vampira. Olhava por alguns segundos seus seios, com um olhar de tristeza. Parecia os seios de minha falecida mulher. Mas respirava, e examinava seu rosto.

O cabelo cor de metal de pouco valor... Era um detalhe que poucos clãs buscavam.  Não era alta, não tinha um ar arcaico. Provavelmente não era Ventrue. Era bela. Tinha quase certeza que os seus pais usavam sua beleza e provável carisma para seus jogos. Talvez uma Toreador, mas se esse fosse o caso, ela já teria aberto a boca. Quando ela falasse, seu tom de voz provavelmente revelaria sua origem, isso é claro, somando o resto de informações que eu tinha. Eu precisava fazer ela falar. - Belos seios, moça. Me lembram os da minha mulher morta, se bem que eles eram mais redondos. - Dizia, num tom e feição séria. Quando ela respondesse, tentaria identificar seu clã de origem.  ( Estou pedindo um teste para isso, Corvo n_n)

Ignoraria sua resposta, não era importante. Já era hora de me concentrar na situação. - Não se supõe que vocês, malditos por Absimiliard, são inteligentes ou astutos? Não percebeu que hoje, os lírios não serão brancos, mas vermelhos? - Dizia, buscando um pedaço de pau ou uma pedra grande para usar de arma, por se acaso. - Se preparem para uma possível luta. O portal de luz está atrás, já o perdemos. Teremos que continuar mesmo assim. Que dilema, não, meus amigos? Hahahahahahahaa! - Não podia evitar mas soltar uma risada. Não muito alta, saberia que poderia chegar a comprometer nossa posição. Eles me consideravam loucos, não idiota. Eu acho. Lambia meu dedo, e detectaria o posicionamento do vento. Caminharia desde ele onde vinha. Ao menos que ele viesse de onde nós viemos. Nesse caso, caminharia na direção oposta. - Ah, a propósito: Podem me chamar de Doutor.

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6 Re: [RPG] Contos de Sangue em 12/02/14, 05:15 pm

Beatriz Moura

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Céline Maud Bastian


Não sabia por quanto tempo ainda conseguiria continuar correndo, mas fazia o melhor para manter o ritmo. Eu me sentia tensa, talvez até assustada... Fazia muito tempo desde a ultima vez em que tive de lidar com esse tipo de coisa, mas eu ainda me lembrava de como manter o controle bem o suficiente, mesmo com o bafo desagradável do Nosferatu atrás de mim.

Seguia o guia murmurante sem pestanejar. O rato havia confirmado minhas suspeitas sobre estarmos seguindo um Malkaviano, mas eu não me importava muito com isso. Não tive muitas oportunidades de interagir com esse clã, mas Khalid sempre disse que eles podiam ver coisas além da compreensão de mentes sãs. Talvez ele realmente soubesse para onde estava indo. Não que eu tivesse muita escolha atém de segui-lo cegamente...

Uma pontada de pânico aparece quando perco o Malkaviano de vista. Eu tinha que sair desse matagal logo. Na cidade, nós reinamos como predadores. Mas aqui, em meio às árvores, somos prezas fáceis para qualquer cão vadio. Principalmente no estado em que estamos.

Quando finalmente o alcançamos estávamos em uma clareira. Não sei se isso era uma coisa boa ou ruim, mas definitivamente não me deixava mais feliz. Tentava recuperar o fôlego, quando o lunático faz um comentário sobre os meus seios. O que me faz examiná-los instintivamente. Aquela cena até poderia ser engraçada se não estivéssemos fugindo de um inimigo desconhecido. Mesmo assim os cantos dos meus lábios repuxaram-se para cima, formando um pequeno e malicioso sorriso. - Ninguém nunca se queixou deles. – Respondo, torcendo para que a morte da esposa morta, cujos seios pareciam com os meus, não tivesse sido obra dele. – Mas vou tomar isso como um elogio.

Mais uma vez ele me ignora, e começa a falar em parábolas para o Nosfetatu. Malkavianos... Eu espero que ele termine, e falo finalmente: - Pois bem, para onde agora, Doutor?

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7 Re: [RPG] Contos de Sangue em 13/02/14, 11:35 pm

Corvo

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Ao contrário do Rato, que responde ao Louco apenas com um olhar de escárnio, a mulher fala com um ronronar. (Teste de dificuldade 9) Mesmo enquanto arfava, sua voz era suave como um veludo, com um leve sotaque arrastado que lhe proporcionava um charme exótico e misterioso. Uma estrangeira, com certeza, mas o inglês impecável tornava impossível descobrir seu pais de origem.

Por um instante a troca de palavras parece aquecer o ambiente, combatendo o vento gelado que passava pela clareira. Mas o instante passa e o vento os atinge com força, zunindo ao redor e balançando cada folha escura da floresta noturna. Não tinham percebido como o ar estava frio. Acima do som do vento, um grito bestial soa ao longe.

O nosferatu fica agitado - Já chega! Eu não vou continuar seguindo um lunático que está tão perdido quanto eu! - E de repente seu queixo vai para cima, deixando exposta a jugular de pele enrugada e cinza. Os outros viam com clareza o ponto onde o sangue fluía, logo abaixo daquelas manchas na pele deformada. O ar gélido cheirava a sangue. (Teste Dif. 5) O louco engole em seco e se surpreende querendo dar um passo na direção do nosferatu. (Teste D. 7) A respiração da estrangeira fica mais rápida. Ela abre a boca...

O nosferatu volta a cabeça para a posição normal e aponta - O norte é para aquele lado. A cidade fica a menos de uma noite para o sul. É para lá que eu vou. - Então se volta para a mulher, que tinha a mandíbula rígida com o esforço para se controlar - Se eu fosse você viria atrás de mim, moça. Só deus sabe quanto tempo falta para o Sol nascer, e eu não pretendo desperdiçar tempo correndo em zigue-zagues pela floresta. - Ao dizer as últimas palavras, o rato lança um olhar malicioso na direção do malkaviano.

(Teste Dif. 8) Enquanto falavam, o louco percebe algo na floresta. Algo passava entre as árvores, rápido e silencioso demais para ser reconhecido. O rato e a estrangeira não pareciam ter notado ainda.

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8 Re: [RPG] Contos de Sangue em 14/02/14, 01:54 am

LíderDosLíderes

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Ariel Therman

Sorria satisfeito quando a garota cumpriu meu desejo, me chamando de doutor. Isso me fez repensar se ela era somente um peão. Talvez ela fosse mais valiosa que um peão. Mas ainda mantinha minhas dúvidas. - Minha querida, o que vamos fazer agora é - E eu era interrompido. Odiava a natureza, por que ela estava me interrompendo? Ou talvez era outra coisa.

Enfim, agora quem não me deixava falar era o Nosferatu. Não estava gostando dele.  - Ela é boa falando, carinho. - A voz da minha esposa, que eu amo tanto. - De fato. - Digo, em voz alta. - Não caia para seus encantos. - Ela diz, num tom bravo. - Meu coração é só teu.

Ele disse que havia uma cidade ao sul. Eu pelo menos não conseguia lembrar de nada, e tinha certeza que era o que tinha a melhor mente entre os três. A mente mais... Única. Que ele tivesse conseguido aguentar aquele dato na sua horrorosa cabeça e eu não, apesar das torturas, era no mínimo estranho.

E por essas duas razões, eu não podia confiar neles. Eu só podia confiar na minha filha e na minha esposa. Sempre foram as únicas. Eu as amo tanto!

E eu não havia gostado do termo que ele havia usado - Lunático. Era tão... Deselegante. Isso implicaria que eu estou louco. Eu jogaria as cartas na mesa. Tirando os Ventrue, os Nosferatu são o clã mais leal a Camarilla. Ao menos que ele fosse um Antitribu, conseguiria desconcertar ele com sucesso, e fazer ele pagar pelo o uso do apelido.

- Você me chama de Lunático? Insinua que sou louco? Insano? Demente? Talvez um termino menos ofensivo, como mentalmente e emocionalmente desequilibrado? Pois você é um idiota, ausentando a presença de um leal a Camarilla, e convidando a presença dessa desconhecida - Olhava sério pra ela. - Quem é teu pai, garota? Ravana, Haqim, Sutekh? Talvez Lasombra, hm? E o mais importante - E levantava minha voz. Era importante parecer um bobo da corte - Qual o tamanho do teu busto?!

Minha intenção era somente causar desordem. A vida era larga, especialmente para nós vampiros. Esses pequenos momentos, para mim, eram desfrutáveis. Gostava de ver como as pessoas reagiam ante essas situações. Minha filha tinha medo deles, mas minha esposa não. E é por isso que ela é minha esposa: Uma mulher forte e resistente. Além de bela, é claro.

Aquele argumento deveria ser o suficiente. A Nosferatu já deveria desconfiar dela. E agora, para instaurar o caos, questionava o Nosferatu. - E você? Sabe de astrologia? Eu pelo menos lembro muito pouco de como vim parar aqui, nem dos meus aliados, até dos fragmentos da minha história. Como você sabe que há uma cidade ao sul daqui? - Eu não havia percebido aquilo até esse momento. Seria o Nosferatu o causante da impureza nos lírios que minha filha tanto gosta?

Dava dois passos para trás, me afastando deles. Segurava firme o graveto que havia pegado. Me fazia sentir mais seguro.

E foi aí que eu escutei aquilo. E vi aquilo. Eu não sabia o que era aquilo, mas não gostava. Falava num tom alto, me afastando do lugar que escutei o som, e visto a movimentação. - Revele-se Guardião! Eu sei que você pode me entender! Não somos invasores! Somente filhos do pecado que tentam buscar a redenção! Esse é o nosso caso, pelo menos. - E com nosso, não me referia a mim, o Nosferatu e a garota, e sim a mim e minha família. De qualquer jeito, estaria pronto para correr, ou se não fosse o que eu pensava que era, bom, lutar. Ao menos que ele parecesse disposto a falar. - Não é a primeira vez que você nos vigia, é? Sabe de nossa história?



Última edição por LíderDosLíderes em 14/02/14, 11:34 am, editado 3 vez(es)

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9 Re: [RPG] Contos de Sangue em 19/02/14, 12:49 pm

Beatriz Moura

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Céline Maud Bastian


Os ânimos estavam se acalorando entre o feio e o maluco, mas eu não toaria partido. Ao menos não ainda. Observar era o primeiro passo no jogo. Descobrir quem são, do que gostam, o que os desagrada, do que precisam... Não importa que fossem Membros ou mortais, nesse ponto as regras nunca mudaram para mim.

Até aquele ponto não havia tido problema com nenhum dos dois. Mas as coisas começam a mudar de figura quando o Nosferatu resolve furar o próprio pescoço. Podia sentir minha língua palpitando dentro da boca, a Sede exigindo ser apaziguada... Quanto tempo fazia desde a ultima vez que me alimentei? Não conseguia me lembrar. A diablerie estava fora de questão, mas, com tão poucas opções, não posso negar que a ideia não tenha passado pela minha cabeça...

Mas não tive que resistir por muito tempo. Logo o Nosferatu aponta uma cidade ao Sul. E o Doutor se irrita quando apelido dos Malkavianos é mencionado. Considerava o convite do rato para seguir com ele para o sul, o que não parecia uma má ideia. Isso se realmente existisse uma cidade ao sul... E por mais que a insanidade dos Malkavianos fosse ilustrada com pitadas de mistério e iluminação pelo meu clã, não havia provas de que o Doutor realmente soubesse para onde estava indo. Não tínhamos cruzado com nenhum inimigo, isso é verdade, mas tudo podia não passar de uma coincidência...

- Sou tão membro da Camarilla quanto você, ou ele. – Falo de modo divertido. Era uma mentira, é claro. Mas se a Camarilla gostava tanto de dizer que todos os Membros pertencem ao seu clubinho, que assim seja. Isso devia tira-los do meu pé por algum tempo. - Quanto ao meu busto, tenho certeza que você deve ter uma ideia. Já que ele se parece tanto com o da sua esposa morta, Doutor.

O fato do Doutor não lembrar de como tinha ido parar ali era interessante. Eu achava que minhas memórias estavam embaralhadas por conta das drogas que haviam me dado, mas parece que não era esse o caso. Levanto uma sobrancelha para o Nosferatu, esperando que ele respondesse como sabia da cidade. O que aparentemente não teria resposta, já que o Malkaviano aponta para alguma coisa entre as árvores.

Eu me viro na direção apontada pelo Doutor, tentando encontrar o que quer ele tenha visto. Começo a caminhar, lentamente, na direção contraria, pronta para fugir ao menor sinal de hostilidade. Se aquilo era algum tipo de joguinho do lunático, certamente não tinha graça.

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10 Re: [RPG] Contos de Sangue em 19/02/14, 08:46 pm

Corvo

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O nosferatu se resume a revirar os olhos para as provocações do malkaviano... Até que este começa a gritar.

Tanto a garota quanto o rato sentem a espinha gelar e imediatamente olham ao redor assustados (Teste Dif.6). Não havia nada ali. O malkaviano continua a olhar para os lados e gritar coisas sem sentido por mais alguns segundos, até a criatura que ele via sumir na escuridão.

O nosferatu fecha o cenho numa expressão de raiva e rosna - Claro que não é louco, não é mesmo?! Cale a boca, seu idiota, antes que atraia atenção da floresta toda! Será que vocês não percebem a situação em que estamos?! Aquele Demônio maldito já deve ter acabado com o bando que o atacou, e o cachorro dele logo vai estar no nosso encalço! E como se não fosse o bastante, esse lugar ainda está cheio de carniceiros do Sabá! Mas isso não é o suficiente, claro! Estamos há sabe-se lá quantas horas de caminhada da cidade, e o Sol vai nascer muito antes disso! Ah, e eu mencionei que temos um maldito malkaviano nos atrasando? -

Ele faz uma breve pausa, então se acalma um pouco e suspira resignado - Escutem, vocês viram o que aquele Demônio estava fazendo, sabem que não temos chance. Sozinhos seremos presas fáceis. A única chance de sobrevivermos agora é nos mantendo juntos, por mais que não gostemos da ideia. Agora, "Malk", eu sei que a cidade fica para lá porque eu estava numa missão de reconhecimento quando fui capturado. Eu estava perto de Pinecone, e eles não podem ter me carregado por mais do que uma noite. Considerando o terreno, eu diria que devemos estar na floresta de Garibaldi. Aquele deve ser o monte Mamquam, conseguem ver? - Ele aponta para um espaço entre dois galhos, onde era muito difícil notar o pico de uma montanha aparecendo. Ele prossegue - Se seguirmos para o sul, desviando das montanhas, chegaremos em Vancouver em menos de duas noites... Eu acho. -

O desabafo do nosferatu é seguido de um silêncio profundo enquanto cada um considerava aquelas informações. Passam vários segundos até que o nosferatu volte a falar, dessa vez muito baixo, quase tímido... amedrontado - O... O que vocês acham que ele estava fazendo? O Tzimisce, eu digo. -

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11 Re: [RPG] Contos de Sangue em 24/02/14, 12:06 am

LíderDosLíderes

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Ariel Therman

Me chateava ao perceber o estado emocional do Nosferatu. Se bem que o que ele dizia parecia ter sentido, não confiaria nele. Pelo menos não totalmente. Muito menos se ele fosse nosso guia. - Mas ele é o único que parece lembrar sobre algumas coisas. Como onde estamos, e como chegar num lugar seguro, papai. - Minha bela filha me lembrava essa informação. Tão bela, e tão inteligente. Não podia evitar mas sorrir.

E novamente olhava para a vampira. Ainda não sabia aonde sua lealdade estava, apesar de já não me incomodar tanto. Se ela fosse útil para sair dali, contava.

Respirava fundo, e novamente observava os arredores, tentando achar alguma coisa estranha, talvez a mesma coisa estranha que percebi faz alguns segundos. De qualquer jeito, não podia evitar mas soltar uma leve risada ao perceber o medo do Nosferatu. - O que você acha que ela estava fazendo? Testes, oras! E depois eu sou o idiota. Talvez testando rituais, talvez testando com vampiros de diferentes linhagens. Ela provavelmente testaria se você pode ficar ainda mais feio. Ou talvez ela só se estivesse divertindo. Já sabe, '' se entregar a besta'' e toda essa parada. Seguindo seus instintos. Mas ainda voto para testes! - Eu deixava minha lingua rolar. Mas estava com pressa, e não queria demorar muito. Aquele lugar não parecia ser legal.


- Se estamos a duas noites de distância, como vamos sobreviver, hmm? Além disso, supondo que achamos abrigo do dia, eu estou com fome. Talvez você esteja lá faz pouco tempo, mas nós não. Nós precisamos nos alimentar. Talvez a nossa amiga em comum também precise, mas nós somos prioridade.  - Cruzava os braços, um pouco insatisfeito. - Estou ficando impaciente. Voto para que todos me sigam, novamente.

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12 Re: [RPG] Contos de Sangue em 24/02/14, 09:21 pm

Beatriz Moura

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Céline Maud Bastian


Aquela tinha sido a gota d’água para o Nosferatu, e eu não podia culpá-lo por reagir daquela forma. Eu teria me juntado a ele nas reclamações, mas rosnados raivosos nunca fizeram o meu estilo. O que limitou meu acesso de frustração a um revirar de olhos e um suspiro cansado.

O fato do Rato lembrar o que estava fazendo na região me chamava a atenção. Minha memória ainda estava turva, então faço um esforço para me lembrar o que tinha me trazido ao Canadá. Vasculho minha cabeça, procurando qualquer fiapo de lembrança. Como fui capturada? Quanto tempo estive em cativeiro? Por que tinha vindo ao Canadá? Essas eram as perguntas que realmente me importavam.

- Não acho que essa seja a melhor hora, ou o melhor lugar, para tentarmos adivinhar isso. – Falo quando os dois começam a discutir sobre os planos do Tzimisce. Tinha certeza que poderíamos chegar a uma conclusão razoável, assim que alcançarmos um lugar seguro. O que poderia demorar algum tempo, se o Nosferatu estivesse correto. – E eu sinto muito, Doutor, mas acho que temos uma chance melhor seguindo nosso amigo para o sul. E de qualquer forma, é melhor começarmos a andar. Duvido muito que encontraremos alimento, ou abrigo, parados como estamos. Pare que lado...? – Pergunto para o Nosferatu, deixando uma brecha implícita para que ele se apresentasse.

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13 Re: [RPG] Contos de Sangue em 24/02/14, 11:49 pm

Corvo

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O nosferatu parece perdido por um instante, então finalmente entende do que o "Doutor" estava falando e lança um olhar feio na sua direção. Nenhuma resposta além daquele olhar. Estava claro que aquilo era mais do que simples irritação pelas atitudes do Louco. O Rato tinha alguma coisa contra o malkaviano.

Então a garota fala, e o nosferatu se vira para ela - Ah, sim! Nomes. - Parecia surpreso ao perceber que ainda não haviam se apresentado - Eu sou Mark. Você é...? -

Ainda conversavam quando um grito bestial sai de entre as árvores.
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Devia estar muito perto. Vários metros acima de suas cabeças, duas sombras passam voando. Pássaros. Vocês percebem novamente como o vento agitava os galhos e gelava seus ossos - Vamos sair logo daqui. - O nosferatu fala, sério. Começa a caminhar entre a vegetação, parando um instante para esperar a garota.

Mas a tensão do silêncio enquanto caminhavam devia estar grande demais para Mark suportar. Logo ele pergunta - Então, como foi que vocês foram parar na cabana do Demônio? -



Última edição por Corvo em 26/02/14, 12:47 am, editado 1 vez(es)

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14 Re: [RPG] Contos de Sangue em 25/02/14, 11:56 pm

Beatriz Moura

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Céline Maud Bastian


- Céline. – Respondo para Mark, usando o tom macio que sempre uso ao me apresentar. Tinha decidido que simpatizava com o nosferatu. Em parte por que ele havia me desamarrado daquela mesa, é claro. Mas o jeito como ele se irritava com o Doutor era, de alguma forma, divertido para mim.

Quando alguma coisa grita entre as árvores, eu não demoro em ouvir o conselho de Mark e começo a andar. Sigo ao lado dele, já que ele parecia querer minha companhia. Tirando a aparência, ele era uma graça, não?

Quando ele pergunta como havíamos ido para naquela cabana, eu volto a remexer nos fraguimentos de memórias desconexas, que apareciam toda vez que eu pensava no assunto, e que não tinham ficado mais claras nos últimos minutos. – Eu não tenho certeza. - Respondo, pousando um dedo sobre os lábios de forma pensativa. Um hábito recorrente da minha vida mortal. – Essa parte da minha memória parece um amontoado de coisas sem sentido. Acho que é por causa das drogas que me deram... Eu já estava lá quando eles te capturaram?

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15 Re: [RPG] Contos de Sangue em 26/02/14, 12:28 am

LíderDosLíderes

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Ariel Therman


Levantava a sobrancelha quando o nosferatu perguntava o nome da garota. - Celine. Esse nome não é um nome da Camarilla. Hmm... Já que estamos pensando sobre isso, como viria ser um nome da Camarilla? Ou até mesmo, como viria não ser um nome da Camarilla? Talvez Celine seja um nome da Camarilla. E talvez Ariel não seja. Droga, será que sou um espião do Sabbath?! Talvez eles tenham me hipnotizado para não lembrar de nada, mas na verdade somos espiões escondidos... - O pensamento se desenvolvia na minha cabeça. Me ofendi um pouco por não me perguntarem, mas não importava, preferiria o titulo de Doutor. Não havia trabalhado tanto na minha vida humana para não ser gloriosamente reconhecido, até mesmo na não-vida.

Alguma coisa gritava, ou até mesmo rugia, e esse som vinha das arvores. Irritado com a atitude dos dois, eu reclamava. - Eu disse. As vozes me avisaram, há alguém muito perto! - Fechava meus punhos, com a raiva mais pura que jamais tinha sentido. Tinha vontade de socar alguma coisa. - Se acalme, querido. Não é hora para isso. - Respirei fundo, minha amada tinha razão. Percebi que os dois haviam começado a caminhar. Olhava com receio de onde tinha vindo o som, e caminhava com eles, alguns poucos passos atrás.

O fato de estarmos sem roupa ainda era interessante. Isso parecia um fim de terror e comedia, aonde os caçadores são caçados. Tão clichê. As vezes é surpreendente como a realidade mesma pode não ser criativa.  O bicho do esgoto fazia uma pergunta interessante. Esforçava minha mente ao máximo, e que bela mente eu tinha. Sim, uma viagem de trem... E cortava aí. Isso era um pouco frustante. Como ainda não conhecia o valor daquela lembrança, e se ainda podia confiar neles, não revelaria nada. - Como eu disse, eu não tenho lembranças sobre grande parte do meu passado. Se vocês dois querem viver, deveriam começar a me ouvir.

E foi aí que a garota dos seios parecidos ao da minha mulher falou. Selena, ou algo assim. Estava atento ao arredores, por se algo acontecesse. Mas a pergunta que ela fez... Eu não podia deixar aquilo passar.

- Mas é claro que sim, Selena! - Digo, num tom de deboche. - Se, e só se o que o Markenstein aqui estiver falando for verdade, nós estivemos lá antes que ele. Se ele consegue se lembrar sobre coisas e nós não, então claramente estamos lá por mais tempo. Arriscaria dizer, por dedução, que eu estive lá antes que você, considerando a minha condição passada. É claro, como todo gênio, posso estar errado. Mas é improvável. Por que eu sou gênio. Eu tenho um doutorado. Ou tinha. Quando estava vivo. É. - Palavras sem nenhuma relevância saiam da minha boca. Era importante manter o papel de louco. - Muito bem, papai! Você é brilhante! - Esboço um sorriso ao escutar o comentário da minha filha. Apesar de tudo isso, continuava atento aos meus arredores. - Respondida a pergunta da bela Selena, e você Markenstein, hmmm? Conte-nos mais sobre você. Vamos, as vozes querem ouvir! Tua história! Tua vida, e não-vida!  Conhece alguém importante? Você é a única pista que nós temos!

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16 Re: [RPG] Contos de Sangue em 05/03/14, 11:04 pm

Corvo

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- Você... - O nosferatu chega a falar, antes de ser interrompido pelo Lunático. Dava pra ver como o Rato de Esgoto fica puto com a interrupção, a ponto de ele se virar pra frente e calar a boca pelo resto do caminho, mesmo depois que o Malkaviano metido começa a encher o cara de perguntas... Mesmo com aquela tensão desgraçada que todos vocês sentiam no ar.

Quando não estavam falando o silêncio era aterrador, como se alguma coisa fosse pular sobre vocês a qualquer instante. Os gritos bestiais que se repetiam de vez em quando, ao longe, não ajudavam. Por isso dão graças a Deus ~ou quase isso~ quando o barulho de um riacho enche seus ouvidos. Mark explica que conhecia um lugar na região, seguindo aquele riacho, onde poderiam se esconder antes do nascer do Sol... Se fossem rápidos.

(Teste Dif.6) Vocês ainda não tinham certeza se dava pra confiar naquele cara, mas não era como se houvesse muita opção. Ele era o único que realmente parecia conhecer aquela floresta, e não tinham ideia de quanto tempo levaria para o Sol dar as caras e transformar os três em torresmo.

(OFF: Podem incluir perguntas e conversas ao longo do caminho)

Passa umas duas horas. Já se perguntavam se estavam perdidos, quando Mark se abaixa de repente e faz sinal para que o imitassem - Merda. - Ele resmunga num sussurro - Não tem outro jeito de passar. -

(Dif.7) Vocês não viam nada além de mato e árvores na direção que o Rato olhava... Até que um murmúrio vem da escuridão mais adiante - Porra, para quieto seu bosta! Tá me deixando nervoso! - Seguido de uma resposta que é abafada pelo som da corredeira. Definitivamente havia pessoas ali, pelo menos duas, na beira do rio.

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17 Re: [RPG] Contos de Sangue em 06/03/14, 09:36 pm

LíderDosLíderes

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Ariel Therman


O Nosferatu não me respondia. Levantava a sobrancelha, talvez ele havia se ofendido por eu o ter chamado de Markenstein? Bom, ele me chamou de maluco. Eu não sou demente! - É claro que você não é louco, meu amor! - As palavras de minha amada ecoava na minha cabeça. Mas ela estava mentindo, e só dizia aquilo para me fazer sentir melhor.

Eu sou louco. Abraçar minha loucura só me fazia sentir mais seguro de mim mesmo.

Não diria nada mais em toda a viagem. O monstrengo claramente não ia com minha cara, mas parecia ter gostado da garota. Me manteria perto, e caso conversassem, simplesmente escutaria. Só falaria se alguma pergunta fosse dirigida a minha pessoa.


Após caminhar por um tempo, já estava ficando entediado. Criava situações e conversas na minha própria mente. Me mantinha divertido. Soltaria alguns risos, e inclusive gargalhadas de vez em quando.

Os rugidos eram chatos, e entediantes. Nas primeiras vezes me deixaram com um pouco de medo, mas sinceramente, já estava chateado. Continuaria atento, é claro. Eles estavam nos vigiando. - As arvores está nos vigiando. Somos intrusos. - Comentava em voz alta, mas para mim mesmo. E foi aí que escutamos o barulho de um riacho.

Markestein revelava uma informação valiosa. Por que ele não nos havia dito isso antes? Sinceramente, ele não me dava nenhuma razão para colocar minha valiosa e preciosa confiança, e minha família confirmava isso, nele. Não é como se houvesse muita alternativa, mas enfim. - Hmm... O Doutor continua faminto, Nosferatu. A nossa morte está bem atrás de nós,e em pouco tempo, morreremos como os infiéis morriam nas mãos daqueles que se diziam seguidores de Deus. Mas eu acho que nós e você começamos com o pé esquerdo, e por isso, me obrigam a pedir desculpas. - Culpa da minha filha. Ela não gosta quando maltrato animais. - E agora que eu e você somos melhores amigos, dialoguemos sobre esse refúgio que você nos mencionou. Eu só tenho duas perguntas principais: O que é? Uma cabana, talvez uma casa? E vamos ser convidados de alguém, ou o lugar é desabitado?


Escutaria a resposta em um tom sério. - Nós agradecemos. - Diria, e continuaria caminhando. Estaria atento caso a garota conversasse com Markenstein, especialmente se ela também tivesse perguntas.

Após um pouco de caminhada, eramos surpreendidos quando o filho de Absimiliard se joga contra o chão e pede para que façamos o mesmo. O imito imediatamente. Ele parecia um sapo no chão, e eu também queria parecer um.

E foi aí que escuto que a conversa alguns indivíduos. - Boa jogada, filho de Absimiliard. Vocês sabem se ofuscar nas sombras? Podemos chegar por trás deles e quebrar seus pescoços. - Olhava para a garota. - Isso é o minimo que eu espero da sucessora espiritual dos seios da minha mulher. O mínimo, repito. - Eu realmente dizia aquilo num tom sério.





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18 Re: [RPG] Contos de Sangue em 10/03/14, 08:05 pm

Beatriz Moura

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Céline Maud Bastian


- Não há necessidade de sermos rudes, Doutor. A situação já é bastante ruim sem que nos coloquemos uns contra os outros, então vamos manter um mínimo de cortesia, está bem? – Digo com um sorriso, quando o malkaviano interrompe Mark, o que acaba me deixando sem as informações que eu queria. Obviamente eu não havia adotado o tom censura. Afinal, desaprovação é sempre mais bem aceita na forma de conselho.

Aquela interrupção me irritava tanto quanto tinha irritado o nosferatu, mas eu conseguia controlar o meu gênio muito melhor do que ele. Então apenas aguardo algum tempo, até a irritação de Mark esfriar. Permaneço mais alguns minutos sem dizer nada. Deixando que o incomodo pelo silencio, e pelos gritos bestiais, crescesse, para só então voltar a interrogá-lo. – Você... mora perto de Vancouver, Mark? Quero dizer, você parece conhecer bem essa região, então imagino que more nas redondezas. – Com um pouco de sorte eu conseguiria algumas informações úteis com essa conversinha fútil. Continuaria o dialogo, caso o nosferatu parecesse disposto a isso. Nunca se sabe o que podemos descobrir.

Redobro minha atenção quando ouvimos um riacho e Mark diz que havia um local onde poderíamos nos abrigar. Se ele conhecia o lugar, nossos captores também poderiam saber de sua existência. Quando o Doutor pergunta a respeito do refugio, eu reforço as duas perguntas com um olhar questionador. Por mais incrível que parecesse, as perguntas do malkaviano eram muito cabíveis.

Já havíamos voltado a caminhar a algum tempo, quando Mark vê algo a frente e se joga no chão, sinalizando para que fizéssemos o mesmo. Eu imediatamente me abaixo, procurando entre as arvores o motivo daquela reação repentina. Até que ouvimos alguém falando. O que me faz forçar os olhos um pouco mais, tentando distinguir os donos das vozes do resto da floresta.

Eu estava tensa outra vez. Se eles fossem humanos comuns, e eu estava rezando - ou algo muito próximo disso – para que fossem, nós estaríamos bem. Mas se não fossem... E para piorar tudo, o malkaviano parecia ansioso para agir. Não sabia dizer se isso era devido a sede, a loucura, ou simples insensatez. Mas tinha certeza que não deveríamos nos arriscar em uma aproximação impensada.

- Não vou decepcioná-lo, Doutor. – Sussurro. – Mas acho que deveríamos ser mais cautelosos, não sabemos quem são eles. Melhor nos aproximarmos lentamente. – Olho para Mark, procurando algum sinal de aprovação. Caso ambos concordassem, eu aguardaria um dos dois ir na frente, para só então me mover, tomando extremo cuidado para não fazer barulho. Sempre usando as sombras como cobertura.

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19 Re: [RPG] Contos de Sangue em 12/03/14, 12:08 pm

Corvo

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Duas horas antes...

Mark continuava irritado. Puto da vida mesmo... Só que ele era o tipo de cara que guarda as coisas pra si. O resultado era ele ficar soturno e caladão, ignorando a maior parte do que os outros falavam. (Dif. 7) Celine já havia pegado a deixa, e soube esperar até o momento certo pra puxar assunto de novo. O Rato responde de má vontade, mas pelo menos responde alguma coisa - É, dá pra dizer isso sim. Nas "redondezas"... - (Dif.9)

Não diz mais nada, mas pelo menos parecia um pouco mais aberto para conversas agora. Chega até a responder as perguntas do Louco, apesar de manter uma careta desagradável - É uma mina abandonada. "A" mina abandonada... Vocês sabem. -

Ele falava como se vocês devessem conhecer o lugar. Estava na cara que ele superestimava as suas capacidades mentais, porque nenhum dos dois tinha a menor ideia de que mina era essa.



Última edição por Corvo em 13/03/14, 11:33 am, editado 1 vez(es)

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20 Re: [RPG] Contos de Sangue em 12/03/14, 12:11 pm

Corvo

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OFF: Vamos ver primeiro a cena da conversa, logo depois de encontrarem o rio. Quando terminarmos, voltamos para a cena no tempo presente, com os estranhos misteriosos. 8D

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21 Re: [RPG] Contos de Sangue em 13/03/14, 12:52 pm

Beatriz Moura

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Céline Maud Bastian


Olho para o Doutor em busca de algum sinal de reconhecimento. Não me lembrava de conhecer qualquer coisa nessa região. Aliás, nem conseguia ter certeza de como eu havia chegado ao Canadá. Imaginava que a minhas lembranças distorcidas fossem algum efeito colateral das drogas que estavam me dando, mas não tinha tanta certeza agora. Parecia que a coisa ia mais além do que isso...

- Hmmm... Eu deveria conhecer essa mina? – Pergunto para Mark, confusa. – Desculpa, mas quanto tempo nós estivemos presos lá embaixo?

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22 Re: [RPG] Contos de Sangue em 13/03/14, 02:54 pm

Corvo

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O Rato para por um instante e olha para trás surpreso. Droga, aquele cara era feio! Ele pensa um pouco, murmura algo como "faz sentido" e volta a caminhar.

- É uma mina que reabriram no final do ano passado. - Ele vai explicando entre os sons de folhas esmagadas pelos seus pés - A antiga empresa faliu e outra comprou o lugar, qualquer coisa assim. Ninguém dava a mínima, até virar notícia um mês atrás. - Um pássaro pia num galho próximo e sai voando antes que vocês se aproximassem mais - Tinha restos de uma aldeia indígena debaixo da mina. Apareceu na TV e tudo mais. Pararam os tratores e chamaram arqueólogos, a história de sempre. - Uma aranha subia pela perna do malkaviano. Os restos da teia ficam grudadas na outra perna - Então a coisa começou a ficar interessante. Encontraram a cabeça de um dos arqueólogos num túnel. Pessoas começaram a sumir, outras a fugir. A polícia não encontrava nada. Não se falava de outra coisa na TV... Até que fecharam o lugar, e a coisa toda esfriou. Isso foi uma semana antes de eu ser... Você sabe. - Fazem uma curva para desviar de um barranco e prosseguem junto ao rio, os pés afundando em lama escorregadia - Você já estava lá quando eu acordei, Celine. Na jaula ao lado. Aquele maldito filho de uma... Ele levava alguém pra "cama" de hora em hora. Depois a maioria ia prum saco de lixo. Alguns voltavam pra jaula. Mas você... Caramba. - Dá uma pausa e se apoia numa árvore - Eu só fui pra cama três vezes. Não sei como ainda estou de pé. - Parecia estar falando mais consigo mesmo que com vocês agora. Era difícil perceber por causa da sua maldição, mas olhando bem ele parecia mesmo acabado. Voltam a andar - Então, dois dias atrás o... "Doutor" ali, apareceu. Meteram ele em torpor e largaram numa jaula. O resto... Bom, eu ainda estou tentando entender o resto. -

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23 Re: [RPG] Contos de Sangue em 16/03/14, 01:47 pm

Beatriz Moura

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Céline Maud Bastian


A explicação de Mark sobre a tal mina não me deixava mais tranquila. O que quer que estivesse por trás das mortes e dos desaparecimentos no lugar, não devia ser um Membro. Ou, pelo menos, não um Membro da Camarilla, já que isso certamente seria uma violação a sua preciosa Mascara. Os Independentes tão pouco costumam se expor para os mortais dessa maneira. O que nos deixa apenas com o Sabá, ou coisa pior.

- E você acha mesmo que nós estaremos seguros lá dentro? – Pergunto incrédula. – Tem alguma ideia do que poderia estar por trás dessas mortes e desaparecimentos?

Sinto um arrepio quando ele começa a falar sobre a cama. Depois de prestar atenção por um segundo, Mark realmente parecia mal. O que me faz examinar a mim mesma pela primeira vez, desde que começamos a fugir. – Q-quantas vezes eu fui arrastada para a cama? E o que ele fazia conosco, exatamente? – Apalpo meu rosto, verificando se aquele Demônio desgraçado não havia me desfigurado.

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24 Re: [RPG] Contos de Sangue em 18/03/14, 09:51 pm

Corvo

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- Seguros do Sol. É o bastante pra mim. - Mark continua andando enquanto fala, mas então vem a pergunta seguinte, se ele "tinha ideia da causa das mortes". O cara para de andar. Se vira pra trás, sério, e olha bem nos seus olhos... Então volta a caminhar, silencioso. Aquilo deveria ser resposta suficiente.

Conforme a conversa progride e muda de curso, Mark eventualmente olha para o malkaviano, estranhando que ele conseguisse manter o bico fechado por tanto tempo. Não iria reclamar disso, no entanto. Enquanto menos o lunático abrisse a boca, melhor.

Então, em vez de comentar o que pensava, ele responde a garota - Nem tenho ideia. Dez? Vinte? Oitenta? As coisas ficavam meio confusas quando... - Ele hesita - ...quando eu voltava pra jaula. E você já tava lá antes de eu chegar. Não lembra quando você foi pega? Que dia que era? -

Fazendo algum esforço, Celine lembra de estar no aeroporto. Na passagem estava a data do voo, 13 de setembro. Final do Verão.

Enquanto isso o Doutor tinha ainda menos referência. Nunca prestou muita atenção nessas coisas mundanas, como datas e calendários. Mas lembrava da viagem de trem, passando pelos campos de trigo e pelas florestas que começavam a avermelhar. Foi uma viagem realmente agradável... Tirando a parte onde ela vira um branco completo e você acorda numa jaula.

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25 Re: [RPG] Contos de Sangue em 18/03/14, 11:53 pm

LíderDosLíderes

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Ariel Therman

Esboço um leve sorriso quando o Nosferatu olhava para mim. O leve sorriso acaba se alargando, mostrando meus dentes. Após isso, eu acenava. Um sorriso um pouco tosco e ao mesmo tempo macabro.

A falta da preocupação de Markenstein era preocupante. E se aquele lugar estivesse cheio de vampiros do Sabbath?  Ou pior, se tiver outro malkaviano?! Alguns de nós realmente são loucos... É por isso que, ao contrário de outros clãs, tendemos permanecer em companhia de outros e não de nós mesmos. Pelo menos isso me foi ensinado. Huhuhu...

- Sabem, algo que eu sempre achei muito interessante sobre os Gangrel é que eles são um dos poucos vampiros que não temem o selvagem, como esta floresta. Não. Eles reconhecem seu estado atual, ao invés de negar-lo ou esconder-lo. Mas eles o domam, ao invés de controlar como o resto da nossa... sociedade. - Digo, olhando para cima, esboçando um olhar incrédulo. Forçava ao máximo minha mente, e as assimilava com a informação que o Nosferatu me havia dado: De acordo com ele, eu havia sido o ultimo a ingressar no clube. Logo, eu não deveria ter sido capturado faz muito tempo, em teoria. Em base a isso, tentaria pensar em alguma forma de que eles pudessem ter nos apagado a memoria. Algum ritual, alguma droga muito potente. Químicos, inclusive disciplinas, tanto faz. ( Eu to pedindo um teste, btw n_n)   - Quando sairmos daqui, melhor amigo, você pretende comunicar o evento ao príncipe de gelo? - Usava um tom dócil, esboçando um largo sorriso.

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26 Re: [RPG] Contos de Sangue em 20/03/14, 02:59 pm

Beatriz Moura

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Céline Maud Bastian


Não volto a tocar no assunto da mina depois da resposta de Mark. De forma alguma eu gostaria de entrar naquele lugar, mas continuo seguindo. E que outra opção eu tinha? Ficar aqui e esperar o Sol nascer, ou ir para a mina e dar de cara com uma criatura ensandecida? Dessa vez eu estou muito ferrada! Na melhor das hipóteses, deve ser outro malkaviano esquizofrênico.

- Minha ultima lembrança clara é de estar no aeroporto, acho que era dia 13 de setembro. Mas não tenho certeza de ter sido capturada nesse dia. – Repondo, quando ele pergunta sobre o dia em que fui pega. - Depois disso minha memória vira uma bagunça...

O Doutor fala algo sobre os Gangrel não terem medo do selvagem, o que apenas me faz revirar os olhos em desagrado. Se um cão selvagem gosta tanto da vida no mato, é porque simplesmente desconhece, ou ignora, os perigos que o cercam. Quanto a contar o que havia acontecido para o Príncipe – Imagino que esse seja o procedimento padrão para: “Atividade do Sabá, não? – Olho para Mark. – A que clã o Príncipe dessa região pertence?

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27 Re: [RPG] Contos de Sangue em 20/03/14, 04:02 pm

Corvo

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(Dif. 8) A mente do malkaviano estava cheio de rituais secretos, magias antigas, disciplinas sombrias. O que teria sido usado para confundir tanto suas memórias? Ao seu lado a pequena Annie lia um dos livros que Tessa carregava. Ariel reconhece alguns dos títulos e sorri. Eram todos de psicologia e medicina. Claro. Independente do que o Demônio tivesse feito, devia envolver seus cérebros...

Como uma incrível coincidência, nesse momento Mark responde para Celine - Hm. O Demônio... Ele mexia na cabeça de todo mundo. Abria nossas cabeças. Mudava coisas lá dentro. No começo a maioria... Os sacos... Bom, mas depois ele parecia saber o que estava fazendo. Acho que ele não queria que lembrássemos do que aconteceu. Mas minha... "situação", deve ter me ajudado. - Ele faz um gesto indicando sua aparência. Sua maldição. Prossegue - Algumas coisas ainda são confusas, mas eu lembro da maior parte. Até meu cérebro deve ser feio, eh?! -

Quando Ariel cita os Gangrel, Mark olha na direção do louco e, para surpresa de todos, fala sem sarcasmo algum - É, pode apostar nisso. Por isso é melhor a gente se apressar. Daqui a pouco o grandão nos alcança, e aí é adeus. - Subconscientemente, todos apertam um pouco o passo enquanto pensavam no que aquilo significava.

Instantes depois o Louco levanta a questão do príncipe. (Dif.9) Celine fala antes de Mark, então o nosferatu resmunga no final - É, o procedimento... - E responde - O príncipe de Vancouver é um Ventrue. A noroeste daqui a área pertence a um Barão do meu clã. E "essa região"... - Ele completa num tom sinistro - Sabá. -

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28 Re: [RPG] Contos de Sangue em 20/03/14, 08:07 pm

LíderDosLíderes

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- Ah, a minha filha é tão sábia. - Não pude evitar demonstrar um orgulhoso sorriso no meu rosto. Talvez por pura coincidência, o Nosferatu revelava uma importante informação. Hmmm... O demônio estava usando vicissitude nos nossos cérebros? Aquilo era alarmante. E obscuro, mesmo para um membro do Sabbá. E interessante, tinha que admitir como doutor.

Analisaria minha condição assim que chegasse num lugar bem equipado. - Não se preocupe, querido. Com sorte, as sequelas vão desaparecer com o tempo. - Sorria, e olhava para minha esposa. Ela estava certa. Sequelas... Fechava meus olhos com força, e voltava a olhar para frente, apertando um pouco mais o passo.

- Eu espero que não sejamos uns cabeças-ocas. Literalmente, huhu. - Soltava uma leve risada. Olhava para a garota, e esboçava um largo e forçado sorriso. - E acredite em mim quando eu te digo, meu querido e grande amigo! Se as técnicas que o demônio usou não surtiram um efeito tão forte em você, você não está maldito; está abençoado! - Deveria ser duro para Markenstein ser tão feio. Aquele comentário que ele havia feito parecia indicar que tinha pouca estima. Algo tonto, considerava que sua condição era algo benevolente. Muitos discordariam de mim, é claro. Eu nem tinha certeza do que havia falado, mas hey! É sempre bom fazer que os pacientes te vejam como um amigo, e não um inimigo... Hah.

Continuava olhando fixamente para a garota. Fazia do meu olhar algo óbvio, mas esboçava uma feição indagante. - Já que vamos ter que nos apresentar para a nobreza, seria bom que você pudesse nos dizer qual avô você representa, querida. Sabemos que ele é um abençoado da maldição de Absimiliard. Eu sou um filho do grande Malkav... Mas você? Ainda não sabemos disso, minha bela. - Sentia o olhar frio da minha esposa. Ela provavelmente não gostou de eu usar a palavra querida. Ou bela.

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29 Re: [RPG] Contos de Sangue em 23/03/14, 02:40 am

Beatriz Moura

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Céline Maud Bastian


A resposta de Mark me perturba. Cutucar o cérebro de um mortal no mínimo o deixaria com sequelas graves, mas os efeitos disso em um vampiro são inimagináveis para mim. E se não me lembrar com clareza de um período da minha não-vida já é inquietante, a simples hipótese desses efeitos serem mais abrangentes me leva à beira da histeria. Mas mantenho o controle, me mantendo a margem da conversa por alguns instantes.

Não fico satisfeita quando descubro que o Príncipe de Vancouver é um ventrue. E ainda mais insatisfeita quando o Doutor questiona a qual clã eu pertenço. Isso provavelmente me deixaria em maus lençoes, já que os Setitas nunca são muito bem vistos pelos outros Membros. Mas eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, o assunto acabaria aparecendo. Só não achei que seria tão cedo. - Sou uma filha de Set. – Respondo com naturalidade. – Mas me considero um Membro da Camarilla. – Minto – Tiphon nunca foi um pai muito amável. Está satisfeito com a minha resposta, Doutor?

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30 Re: [RPG] Contos de Sangue em 28/03/14, 03:41 am

Corvo

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Mark e Ariel param de andar e lançam um olhar para a Serpente. O resto da caminhada se passa num silêncio incômodo...

Duas horas depois...

Os três se esgueiravam pela vegetação, muito lentamente. Mark indicava onde deveriam pisar, e os outros obedeciam. Annie e Tessa também o faziam, como em uma brincadeira de "siga-o-mestre". Parecia que levaria horas até conseguirem se aproximar dos estranhos sem serem percebidos...

- ...ão sei. Eles já deviam estar aqui. - Vocês começam a ouvir a conversa conforme se aproximavam. Agora os três viam com mais clareza os dois homens parados no escuro, na margem do rio. Um estava sentado numa pedra, com uma postura ereta. O outro andava para lá e para cá sem parar, como um animal enjaulado. Atrás deles estava uma série de pedregulhos que formavam uma passagem precária através da correnteza agitada. Provavelmente o único ponto em quilômetros onde poderiam atravessar para a outra margem do rio.

- Então pergunte pros seus bichos de novo, idiota! - Fala o homem sentado, com voz autoritária. O outro rosna na sua direção, então olha para cima e começa a grasnar. O som faz um arrepio percorrer suas espinhas. Era como o canto de corvos, mas de algum modo distorcido, pervertido em algo sombrio e poderoso. Seria muito sutil para que um mortal percebesse, mas estava claro como o dia para vocês, imortais, de que aquele não era um som comum.

Em poucos segundos o som de asas rompe de entre as árvores e um pássaro negro pousa no braço do homem. Os dois trocam sons crocitantes por alguns momentos, então o homem começa a falar, o corvo ainda grasnando para ele - As malditas corujas do outro ainda estão abatendo os corvos que mandei. Eles estão parando de seguir os três... -

- Não me interessa os seus bichos! Pergunte sobre os três que queremos. - O homem sentado corta, impaciente. Com um olhar irritado, o primeiro responde - Eu já disse! Os corvos viram eles dois quilômetros ao norte, seguindo a margem do rio, quando aquelas malditas corujas-demônio chegaram! De qualquer jeito, eles já deviam estar aqui! Essa é a única passagem para o outro lado, se estiverem mesmo indo para a mina. Estou falando, Tracius, tem algo muito estranho nessa história... -

Ele é cortado novamente - Cala a boca, imbecil! A gente vai fazer o que tem que fazer e sair dessa lama assim que puder! Não 'tamos aqui pra ficar se perguntando se "tem alguma coisa estranha"! - O homem de pé abre a boca para responder, mas um som faz tudo parar...

- CRÁ! - Seus corpos ficam rígidos. O outro corvo, que vocês não tinham visto empoleirado na árvore sobre vocês, crocita novamente, mais alto - CRÁÁ!! - O homem de pé olha para as folhagens onde vocês estavam - Tracius... - Ele diz sério, seu corpo se encurvando para frente...

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