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[RPG] Ponte

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1 [RPG] Ponte em 01/04/14, 12:26 am

Beatriz Moura

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PONTE






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2 Jogador: Dope em 01/04/14, 06:26 pm

Corvo

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George Belford
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A garota gritava para você enquanto ardia em chamas. Os outros plebeus do vilarejo também. O agarravam pelas pernas e braços, arrancando pedaços de sua armadura e te puxando para uma valeta cheia de corpos.

Acorda suado e tremendo. O mesmo pesadelo, desde que você colocou fogo naquele vilarejo de infiéis. E mesmo assim não recuperara seu dom. Há meses que não podia mais ver auras. Tinha feito de tudo para conseguir o perdão de Keadilan e recuperar sua "visão", mas foi em vão. Mesmo depois de queimar todos aqueles malditos infiéis não recebera sinal algum de Keadilan. Talvez Ele tenha mesmo lhe abandonado, afinal...

Você flutuava na escuridão eterna. Não podia ver ou ouvir. Perdido e só, menor que o mais insignificante dos seres. Um ponto de luz surge na escuridão. Aumenta conforme se aproxima de você, até lhe deixar cego. A luz fala em sua mente - Não desista de mim, criança. - Era uma ordem, não um pedido

- Sua provação está apenas começando. Deve encontrar aquele que trará glória para Minha ordem. - Uma imagem queima em sua mente: Uma garotinha num matagal escuro assistia, ao longe, soldados enfrentando dois magos ilegais. Magias iluminando a noite. Um clarão lhe permite ver o rosto da menina. Pálida. Longos fios de negro-azul, como a profundeza do oceano. Olhos púrpura. A imagem some no momento em que ela se vira e sai correndo para a escuridão.

- Vá para o leste, até o lugar onde os falsos se escondem. Deve ser rápido. Outros também estarão atrás do Escolhido. - A voz começa a diminuir, até desaparecer completamente - Traga a vitória até mim, cavaleiro... -

Acorda com um sobressalto. Encontrava-se numa parada à beira da estrada, um círculo de pedras anciãs. Ao longe podia ver, mesmo com a pouca luz do amanhecer, a cidade de Nor entalhada na encosta da montanha. E em toda sua volta as plantas e animais queimavam com o brilho de suas auras. Finalmente você podia enxergar com clareza mais uma vez!



Última edição por Corvo em 10/04/14, 07:12 pm, editado 2 vez(es)

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3 Jogador: Felype Dias em 01/04/14, 07:17 pm

LíderDosLíderes

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Airon Fisto




Você podia sentir a queimante neve sobre tua pele exposta, já que usava nada mais que um leve e fino sobretudo de seda branco com fitas douradas, as cores emblemas de Keadilan. Por mais meditação e treinamento que os monges houvessem feito você fazer, ainda era difícil ignorar o frio do norte de Nor.

Você e outros monges estavam sendo escoltados por um grupo de Mestres Kae - Monges com anos de experiência - até um monastério nas frias montanhas de Nor. A viagem havia sido larga e degastadora, especialmente pela parte do frio e talvez não tanto pelo cansaço, mas vocês finalmente haviam chegado na maior montanha de Nor, a Espada de Gelo. E você podia entender o nome: O forte e frio vento parecia literalmente cravar-se em seu corpo como se fosse espadas. Você lembrava de um exercício que os haviam obrigado a praticar anteriormente, aonde deviam se equilibrar em cima de varias agulhas. Isso era pior, e isso por que nem se quer era no topo da montanha.

Os Mestres Kae, levemente mais abrigados, olhavam para o monastério com uma certa nostalgia. O pequeno monastério era de aço, e duas escadas elevavam até a base do edifício, aonde se encontrava a bandeira de Keadilan. Na base em que ela estava apoiada, havia um manuscrito escrito em uma pedra antiga. Além disso, uma grande porta de madeira.

Os Mestres Kae indicavam com os dedos a porta. Alguns Monges entenderam, e outros simplesmente seguiram o jogo, mas todos subiram as escadas.

As portas se abriam por um segundo, revelando um diminuto senhor velho, de bochechas rosadas e poucos dentes. Sua testa estava repleta de marcações graduais.  - Bem-vindos, Monges. Os lhe disseram que seriam mandados até um dos lugares mais frios em Nor, mas não os foi explicado o por que. Talvez alguns de vocês tenham pensado que receberiam o privilegiado treinamento do monastério da Espada de Gelo. Os lamento dizer, mas este não é o caso. Não hoje, pelo menos. - Ele disse, com um certo tom de lamentação em sua voz. O rosto de alguns monges mudava. Não muito, mas pareciam estar desapontados. -Vocês estão aqui numa missão especial. Os lhe será dado um ovo, e esse ovo será cuidado por vocês. Se em 983 dias vocês não aprenderam ou perceberam algo especial graças ao ovo, voltem a este lugar. Receberão o treinamento da Espada de Gelo. Se aprenderem algo especial com o ovo, simplesmente não voltem.

O velho homem avançava até o manuscrito escrito em pedras, e levemente tocava sua base, empurrando-o para o lado. Surpreendente.

De baixo da base, se escondia ovos amarelados. - Estão fermentados. Nada vai nascer deles. - O homem comentou, enquanto os recolhia em seus velhos braços e os distribuía.

Agora você tinha na sua mão um ovo amarelado. O homem caminhava até as portas de madeira, mas antes de abri-las, dava meia-volta. - Ah! Eu quase esqueci! A partir de agora, até o fim dos 983 dias, vocês estão livres de qualquer compromisso com a Casta dos Monges. Se quiserem continuar sua relação com Keadilan, procurem a Ordem dos Paladinos. Ela está muito presente nas cidades grandes. Ou também o grupo Peregrinos. Sua condição é a mesma. E Mestres Kae, por favor, me acompanhem. Seu treinamento está por começar. - O homem entrava no monastério, seguido pelos Mestres Kae. Após isso, as portas fechavam.

Demorou alguns segundos para os Monges reagirem. Ou Ex-Monges. Ou Ex-Monges temporários.  Escutava algum deles discutindo de viajar até as cidades de Nor. Você teria que tomar a tua decisão de qualquer maneira, já que só contava com uma bolsa com frutas.

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4 Jogadora: Dama do Lago em 01/04/14, 09:58 pm

LíderDosLíderes

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Rika Furude




A viagem era larga e incomoda. Você podia escutar a chuva do lado de fora da parte de carga da carroça, e não tinha nem um pingo de sono. As imagens daqueles homens em azul queimando tua vila e alcançando teus pais não saía da sua cabeça.

E do nada, o som de um forte trovão invadia teus ouvidos, e os buracos da carroça de madeira velha. Imediatamente, você escuta o cavalo relinchar, e do nada, a velocidade da carroça aumenta. - Eei! José, calma aí! - O homem que dirigia a carroça exclama. E do nada, o som de uma flecha. Perfurando carne. Você infelizmente já conhecia esse som.

Não conseguiu se mover por alguns segundos. Medo, muito medo. Foi aí que percebeu que havia sangue escorrendo da parede de madeira. Você olha pra cima... E vê que a flecha passou pelo motorista, provavelmente perfurando-o, e atravessou a parede de madeira que você estava apoiada contra! Felizmente estava há alguns metros acima de você.

E foi nesse momento que você escutava gargalhadas.

?1 - HAHAHAHAHAHA! Muito bem, feiticeiro. Continue assim e talvez não passemos fome pelo resto da semana. Vocês dois, vão checar lá atrás. - A voz continha um certo vigor, claramente masculina.

?2 - Hmm... Espero que tenha animais... Adoraria comer uma porquinha agora mesmo, hehehe... - Já a segunda voz tinha um tom mórbido...

Após isso, você escutava passos. Eles vinham de frente da carroça, e pareciam estar se dirigindo para parte de trás, aonde estava a porta da parte de carga. Que era aonde você estava!

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5 Jogador: Fake em 01/04/14, 10:23 pm

Beatriz Moura

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Luke Lorrent




Na praça em frente ao Templo, um arauto anunciava pela ultima vez a execução que seria realizada pela manhã. O fim do Matador de Patrulhas estava próximo, e não seria nem um pouco agradável. Você estava na rua, fazendo seus furtos diários, enquanto a guarda da cidade escoltava o prisioneiro para dentro das muralhas do castelo. Ele parecia um homem bem comum preso aos ferros como estava. Alto, de cabelos negros e nariz quebrado. Nada semelhante aos boatos que eram ouvidos em cada estalagem ou bordel, que falavam sobre um poderoso mago ilegal, conjurador de demônios. Mesmo assim, a presença do Matador chamou a atenção de todos por onde quer que tenha passado. O que fez com que seu dia fosse muito lucrativo, lhe rendendo uma quantidade razoável de moedas.

Já começava a escurecer quando a neve começou a cair. E com as estalagens lotadas de curiosos vindos das cidades menores, para assistir a execução, não havia muitas opções além de procurar abrigo em uma das capelas. Você entra na capela dedicada a Bakaia, deusa do Equilíbrio e da Compreensão. Uma construção simples, feita de pedra, com janelas em forma de arco e bancos de madeira polida. Uma escultura tosca da deusa se erguia detrás do altar, observando os fieis que ainda rezavam com serenidade. Velas queimavam ao longo de todo o templo, fornecendo uma boa iluminação, além de ajudar a afastar o frio que vinha de fora. Conferindo ao lugar uma aura de conforto acolhedor...

A noite já estava bem avançada, quando você percebe uma figura parada ao lado do altar. Você não sabia dizer há quanto tempo ela estava ali. O mais provável é que você estivesse cochilando quando ela chegou.

A figura em questão era uma mulher, vestida com as vestes simples dos Sacerdotes Cinzas. Suas feições estavam semi-ocultas pelo capuz do manto, mas estava claro que ela não podia ser muito mais velha que você. Ela te observava por algum tempo com uma curiosidade indisfarçada, até que finalmente se aproxima. – Aquele homem não merece morrer, sabia? Ele não é inocente, mas teve motivos para fazer o que fez, assim como você. – Ela sorri. - Não acha que deveríamos ajudá-lo?

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6 Re: [RPG] Ponte em 02/04/14, 12:54 am

Anita Júlia

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Rika Furude
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┌-------------──────■                                 ■──────-------------┐


A situação se tornou  desesperadora, e agora só poderia confiar na sua propria capacidade.Apesar do corpo estar paralizado de medo, sua mentte imaginava várias probabilidades de como poderia escapar de uma situação assim.

Ela persebeu pelo o que ouviu que talvez sejam muitos homens normais acompanhado de um feiticeiro, isto seria preoculpante , pois só com pessoas normais usando o poder  de maneira direta, ela correria o risco de ser desmascada e são muitos homens para poder interferir na mente deles.

Então a jovem susurrou, como se ela tive-se um plano.

.... Os cavalos.



Distração


Então a jovem começa a conectar com a mente dos  animais que não são tão inteligente como humanos, talvez seja mais facil manipulalos  cavalos da região mais precisamente os dos homens inimigos, que não fazem parte da carroça.

Todos os cavalos começarão a ficar Ariscos e selvagens causando uma grande distração, pois ate  eles tomarem o controle dos cavalos já teria se proveitando desta

.... Agora verei atravez de seus olhos na minha mente.

Enquanto permanecia concentrada, ela usa seu poder , para poder  imeditamente os cavalos da carroça que estão sem os cocheiros para controlalos a partir de agora  tem uma nova guia, e os cavalos imediatamente, começam a galopar em carga em direção a estrada.Antes mesmo dos invasores entrarem na carroça tera partido.... é só algo temporario para o proximo plano.






└-------------──────■                                 ■──────-------------┘

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7 Re: [RPG] Ponte em 02/04/14, 09:37 pm

Fake

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Luke Lorrent

Sim, vamos assistir ao grande Matador de Patrulhas ser executado. Não sou capaz de compreender o que essas pessoas sentem assistindo execuções públicas. Eu por outro lado, acredito que o homem, independentemente do que fez, merece paz ao menos na hora de morrer. Apesar de ser contra toda essa comoção, não vou desperdiçar essa chance de lucrar; aproveito que ele está chamando atenção e esvazio alguns bolsos.

Após contar as moedas, a escuridão começa a tomar a cidade, acompanhado de neve. Essa tem de ser uma das piores horas para neve. Turismo na alta e noite. Suponho que estalagens estejam fora de questão por hoje, então me dirijo à capela. Por respeito, decido não roubar as pessoas ali, já que estarei me abrigando aqui nesse dia de neve.

Fico quieto em meu canto, ignorando o olhar curioso da mulher até o momento em que ela começa a falar comigo. Penso um pouco no que ela disse, antes de responder - O que eu acho é que ele não merece morrer como uma atração pública. Não sei nada sobre ele para dizer que ele não merece morrer. - eu olho para ela, e agora é minha vez de a observar com curiosidade; quem era aquela mulher e como ela sabe da minha vida? Ela parece saber algo sobre o Matador também.

- Mas o que você conhece sobre ele para acreditar que ele não merece morrer? - pergunto. Talvez haja algo interessante na história dele, e eu não realmente tenho algo para fazer agora. Não vejo o por que não tentar descobrir mais sobre a "sensação" do momento. E se ela quer me convencer a ajudar ele, a mulher provavelmente iria me responder. Provavelmente.



Última edição por Fake em 21/04/14, 08:16 am, editado 1 vez(es)

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8 Re: [RPG] Ponte em 03/04/14, 02:41 am

Beatriz Moura

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Lewine Illyan




Sua reputação havia crescido consideravelmente no ultimo ano, devido aos constantes assassinatos de soldados. As pessoas passaram a chamá-lo de “Matador de Patrulhas”. E algumas das histórias até insistiam em dizer que você era um mago ilegal, veja só. Parece que não se pode ser bom em alguma coisa, sem ser um usuário de magia. E é claro que isso chamou a atenção de soldados e inquisidores de todas as cidades próximas de Nor. Nada muito preocupante, ou com o que você não pudesse lidar, até que ele chegou. Okruul Pailor, O Inquisidor, um membro dos Escudos Brancos, famoso por sua perseguição bem sucedida aos ilegais.

Diferente da maioria dos inquisidores, Pailor viajava de forma simples, sem pompa ou alarde. Sempre acompanhado por sua ajudante, uma maga a serviço do reino.  Ela gostava de exibir o Selo Real preso a uma corrente em volta do pescoço, como se fosse um premio. Ou uma coleira... Uma coleira que valia uma fortuna no Mercado Negro. Imagine quanto um mago ilegal não pagaria por algo que o deixasse livre da perseguição.

Quando você soube que os dois haviam se hospedado no Pulo do Sapo - uma estalagem simples, próxima ao Templo Principal - achou que seria a oportunidade perfeita de se fazer notar pelo Rei. Matar um inquisidor famoso e ainda roubar o Selo Real diretamente do pescoço de sua ajudante adormecida. Sem duvidas isso seria um feito de notoriedade muito maior do que matar alguns simples homens de armas.

Você havia esperado até a hora do lobo para entrar em ação, esgueirando-se pela estalagem até o quarto do Inquisidor, de adaga em punho. O homem estava deitado, virado para o outro lado. Nada poderia ser mais fácil do que isso. Um golpe e tudo estaria acabado... E então, de alguma forma, as luzes se acendem. Você hesita por um segundo, e logo o homem cai sobre você. Ele também tinha uma lamina na mão, algo um pouco maior que uma adaga, mas, mesmo assim, não havia musica. Depois disso, tudo vira uma confusão. O Inquisidor o agarra, assim como você a ele. Agora! Rápido, Moril! Ele grita, enquanto você tentava cortar a garganta dele. Logo em seguida, você sente algo na parte detrás do pescoço,  semelhante a um beijo. E seu corpo começa a ficar dormente. A adaga cai da sua mão. O quarto da estalagem gira. E você acorda acorrentado, preso em uma carroça enquanto é escoltado por uma comitiva de guardas, até as masmorras da fortaleza principal. Sua atual moradia.

Fazia uma semana que você estava acorrentado à parede. Contando a passagem dos dias apenas pelas idas e vindas do carcereiro, que lhe trazia uma tigela de mingau aguado toda manhã. Sua única companhia, visto que o colocaram em um bloco de celas vazio, era a dos ratos, que tentavam mordiscar seus pés de tempos em tempos.

As possíveis formas de execução que usariam para por um fim a sua existência medíocre, passavam em ondas cada vez mais frequentes por sua cabeça. Até que são interrompidas pelo som de passos. Você ouve o trinco da porta da sua cela, e alguém carregando uma tocha entra em seguida. A luz o cega por um momento, até seus olhos se acostumarem com a claridade repentina. Quando você finalmente consegue distinguir as formas da pessoa parada a sua frente, um medo cego brota de seu intimo. Talvez você estivesse louco. Ou talvez tenha morrido na cela. Essas eram as únicas explicações para estar vendo a maga, morta por seu antigo pelotão naquele vilarejo maldito.

- Você não está louco. Nem morto. - Ela diz, lendo os seus pensamentos. – Está diante de uma grande tarefa. Algo que pode mudar o destino de Afara, e lhe dará o que você tanto almeja: A destruição dos Três Reis. – A maga toca a sua mão. E você vê, em um campo escuro, uma garotinha, muito mais nova do que você. De pele clara, olhos cor de ametista e cabelos negros. – Ela é a chave para acabar com o reinado egoísta da Tríade. Você deve encontrá-la, e mantê-la em segurança. Vá para o Leste. Você não pode me salvar, mas pode livrá-la do perigo. – Ela beija o seu rosto com delicadeza. E simplesmente some, levando junto as correntes que o prendiam. Deixando a porta da cela destrancada.

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9 Re: [RPG] Ponte em 03/04/14, 07:36 am

dot.Dope

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George Belford
“A Bondade é a única forma de poder.”

  Meus olhos sentem o crepitar do fogo enquanto eu apenas observo aquela cena, que se não linda, a melhor coisa que existe. Um prazer dentro da alma me atinge em cheio até quando eu sinto uma mão nas minhas costas, outra no tornozelo e assim vai, aqueles toques desesperados que puxam o que eu visto até que me levam até uma vala. Não sei se defino como dor ou simplesmente uma sensação ruim de estar em meio aos corpos daqueles que matei, daqueles que no passado trouxeram-me tanto gozo, que me levam a aquele desespero e me acordam num susto.
 
  Antes de acordar-me totalmente do acontecido - e estar ainda um pouco tonto em relação ao pesadelo, a luz me atinge. Querendo, ou não, sabia que era uma mensagem. Uma mensagem daquele que sempre me trouxe a luz e guiou todos os meus atos. Aquele por quem matei. Sorri. "Não desista de mim, criança.". Aquelas palavras me deram uma nova onda de exaltação que me levaram a ficar de pé, enquanto com meus olhos fechados ainda observava a luz.
 
  Seu discurso chega aos meus ouvidos com gosto, não sei se poderia dizer físico ou simplesmente mental. Seu desejo é uma ordem, Keadilan.
 
  Novamente os olhos se abrem. A lua em cima de mim, um mundo inteiro ao meu redor, meu objetivo em algum lugar. Logo de cara já vejo um coelho com uma cor amarela ao seu redor. Uma gargalhada profunda me atinge enquanto levanto e olho tudo ao meu redor. O mundo estava iluminado novamente. Ah, faz tempo que não tenho felicidade - então só posso descrever como prazer. E isso que leva a um ódio profundo que me domina enquanto eu pego minha espada e sabe aquele coelho de antes? Morto atravessado com a lâmina.
 
  Meu objetivo era o que me levaria para o meu destino e nenhum outro ser atrapalharia.
 
  A cidade de Nor. Minha primeira parada do dia. Tiro o infeliz do meu objeto de matança - o sangue seco dará um pouco mais de credibilidade quando estiver cortando algum bandido. Novamente aquele sorriso. Tudo e qualquer coisa no chão eu pego enquanto me dirijo até a cidade. Seria bom ter um cavalo.

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10 Re: [RPG] Ponte em 03/04/14, 05:01 pm

Vaelin

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Camper
Camper
Lewine Illyan

Aqui ele estava, nessa maldita masmorra. Agora sentia o que muitos outros foras-da-lei sentiam antes de seus últimos momentos. A miséria e a ansiedade que antecediam a execução. O desespero e a frustração de não poder fazer nada. E tudo por causa daquele maldito inquisidor, Okruul Pailor. Lewine pensava que aquilo havia sido um bom plano. Bom, não havia sido um plano propriamente dito. Não que ele tivesse precisado de algum, ou que fosse mudar alguma coisa. Ele sempre foi confiante em suas habilidades em não ser detectado, mas parecia que aquilo havia sido por nada. O maldito sabia que ele estava vindo para matá-lo. Principalmente pelo fato dele não ter ouvido nenhuma música enquanto ele lutavam com as adagas. Lewine não tinha muita ideia de como ele sabia, pensou que Pailor fosse mais inteligente e astuto do que a reputação o fazia ser. Mas aquilo não fazia sentido. Mesmo que ele soubesse que era alvo de Lewine, não tinha como saber que ele viria exatamente aquela noite. Finalmente chegou a uma conclusão enquanto se movia para deitar naquelas inconfortáveis correntes.

- Aquela maga... -

Era a única explicação, ou pelo menos aquela que ele queria acreditar. Lewine não viu ela enquanto entrava no quarto do Inquisidor. Obviamente estava esperando por sua entrada. Foi ela que o fez desmaiar. E de algum modo ela sabia que Lewine viria exatamente aquela noite. Ele devia ter levado isso em consideração. Não estava lidando com qualquer um. Lewine não tinha a menor ideia das capacidades da magia daquela mulher.

Mas tudo que concluiu não o levaria a lugar nenhum. Ele iria morrer. E ele tentava aceitar esse fato, mas ainda assim o pensamento lhe assombrava. Até que viu a porta, com a luz cegante, abrir e a maga que havia tentado salvar entrando. Não fez muito sentido daquilo que ela falava. Naquele momento achava que estava delirando. Mas ainda assim ouviu as palavras e então viu a garota que a maga havia pedido para ele procurar e proteger. Percebeu então que não estava delirando. Sentiu os lábios da mulher tocarem seu rosto, mas quando havia formulado algo para dizer ela havia sumido. Ele viu então que as correntes não estavam mais ali e a porta estava aberta. Lewine iria para o Leste, mesmo que não tivesse muita certeza de onde exatamente deveria achar a garota. Mas primeiro ele deveria sair desse lugar. De uma fortaleza cheia de soldados. Percebeu que aquilo não seria tão fácil.

Tentou se levantar, adaptando os músculos doloridos pelas correntes a se mover novamente. Naquele estado em que estava ele não poderia enfrentar ninguém diretamente. Por isso começou a se mover para fora da cela com cautela, procurando por vozes ou passos de qualquer um que passasse por ali. Tentaria esgueirar aproveitando as sombras da masmorra, e faria progresso lentamente, procurando a saída. Caso visse alguém simplesmente iria se esconder até que o sujeito se afastasse.

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11 Re: [RPG] Ponte em 08/04/14, 01:39 am

Felype Dias

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Airon Fisto

 Ficava um tanto confuso com aquilo. - Como aprender algo com um ovo velho poderia me deixar evoluído o suficiente para não precisar mais voltar? - Pensava.

 Os monges tomavam cada um o seu caminho. Ficava um tanto indeciso. De qualquer forma deveria decidir logo. Se fosse sair a peregrinar, essa era a hora. Enquanto estavam em grupo. Com apenas alguns frutos de alimentação e estas roupas finas, provavelmente morreremos se caminharmos na direção errada - raciocina.

Vou a sul daqui. Não posso simplesmente abandonar tudo o que fui ensinado pelos que me acolheram. E a união com os paladinos ou os peregrinos é a forma mais próxima de manter o meu caminho dentro do que sempre fui ensinado... - Fala baixo consigo mesmo.

Airon se vira e, com um pouco de receio, caminha em direção aos outros monges. Se juntaria aos andarilhos que deixavam o lugar.
Posso fazer isso. Vou me unir aos peregrinos e continuar meus treinamentos como monge mesmo longe dos templos.


Carrega o ovo na mão mesmo. O cheira e reage de acordo com a sensação que o cheiro lhe provoca.
- Melhor não deixar isso junto com a comida - Pensa.



Última edição por Felype Dias em 20/04/14, 07:41 pm, editado 1 vez(es)

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12 Re: [RPG] Ponte em 10/04/14, 08:44 pm

Corvo

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Lewine Illyan




Você sai da cela para um corredor escuro. Os minúsculos passos de ratos ecoavam nas paredes de pedra úmida. Você segue lentamente, passando por grades trancadas que levavam a outras celas, passagens laterais e escadas estreitas que se perdiam na escuridão. De repente se depara com uma dessas grades, não podia seguir em frente. Mas nesse instante um leve ranger atrás de você indica que outra grade estava aberta. Você pega o novo caminho.

Isso se repete várias vezes. Era como se alguém tivesse deixado um caminho aberto para você através do labirinto de masmorras. Mais de uma vez se assusta com vozes próximas, e em determinado momento ouve gritos agonizantes vindo de uma escadaria que levava para baixo, mas em momento algum encontra outra pessoa.

Minutos depois você ainda não parecia estar mais perto da saída. Isso se confirma quando você se encontra mais uma vez de frente a uma grade, mas dessa vez não havia nenhum outro caminho a seguir, estava num beco sem saída. É então que capta um movimento com o canto do olho.

Você se vira com um susto, mas tudo que vê é um rapaz magrelo e de aparência miserável preso dentro de uma cela, te olhando com uma cara de surpresa.

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13 Re: [RPG] Ponte em 11/04/14, 12:35 am

Beatriz Moura

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Luke Lorrent




Depois de observar a mulher com mais atenção, percebe que não havia muito que dizer sobre ela. Era quase certeza de que ela fazia parte dos Sacerdotes Cinzas, afinal estava vestida como um deles. Seu rosto era bonito, mas comum. Fácil de encontrar em qualquer cidade, ou vila menor. Um rosto familiar, mas esquecível.

- Ele nem sempre foi conhecido como o “Matador de Patrulhas”. Na verdade, ele mesmo já foi um soldado, um recruta dos mais promissores. Até presenciar um ato de extrema crueldade contra um inocente. Isso o marcou para sempre. Talvez até o tenha deixado meio louco... Mas isso não importa agora. A questão é que ele ainda tem algo a cumprir. Uma tarefa de grande importância, na qual precisará de ajuda de alguém com os seus talentos. – Ela lhe lança um olhar travesso, como o de uma criança que sabe um segredo. – Enfim, a noite avança, e a hora é chegada.

Ela olha para o fundo da capela, em direção a única entrada. Aponta um dedo acusador em sua direção e diz: – Esse é o garoto que vem roubando nobres e mercadores na parte alta da cidade. – Você olha para trás, bem a tempo de ver dois homens enormes, vestidos com a armadura branca dos paladinos. Eles vinham em sua direção, prontos para agarrá-lo. Mas isso não iria acontecer tão facilmente. Você se inclina para frente, pronto para teleportar... Mas não consegue realizar a manobra que estava tão acostumado a fazer. Você tenta outra vez, e outra, e outra. Mas nada acontece. Você pula sobre um banco, na tentativa de fugir do modo tradicional, mas já era tarde de mais. Um dos escudos brancos o agarra pela gola. Você tenta se debater, mas o homem tinha duas vezes o seu tamanho, e a armadura o tornava completamente invulnerável aos seus débeis ataques. Em segundos, os dois o haviam dominado, algemado e o arrastando para fora.

Pouco tempo depois você estava em uma das celas, nas masmorras da fortaleza principal. O mesmo lugar onde o Matador de Patrulhas estava preso, esperando pelo carrasco. Você não pode deixar de lembrar.

Algum tempo havia se passado, antes de você finalmente desistir de tentar usar seus poderes, depois de incontáveis tentativas malsucedidas. Estava quase caindo no sono, quando escuta a voz da sacerdotisa de cinza, vindo de nenhum lugar especifico. – Você terá seus dons de volta. Basta ajudar meu prisioneiro. – A voz some, e você imediatamente começa a ouvir passos no corredor, vindo em sua direção. Você olha pela pequena abertura gradeada da porta da sua cela. E nota, com menos surpresa do que o esperado, que se aproximava um homem alto, magro e de nariz quebrado. O Matador de Patrulhas.

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14 Re: [RPG] Ponte em 11/04/14, 02:08 am

Corvo

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George Belford




Meia hora depois você estava na estrada principal, onde "adquire" um cavalo de um mensageiro que estava a caminho de Nor. Tudo justificado por uma "causa maior", claro. Você era um servo de Keadilan, afinal.

Um par de horas mais tarde você cruzava os portões externos da cidade. Mesmo nesses tempos de "quase-guerra" o número de pessoas pelas ruas da capital era grande, proporcionando-lhe um show particular de luzes e cores conforme as auras brilhavam a toda volta. Você é obrigado a piscar algumas vezes para se ajustar ao brilho das auras humanas, muito mais intensas que aquelas de animais e plantas.

A primeira parada deveria ser um templo, claro. Você evita a abadia principal, dedicada igualmente aos três deuses. Muita gente, muitas opiniões, muitos infiéis. Se encaminha para um templo menor, dedicado exclusivamente ao Deus da Ordem. Os Escudos Brancos ainda estariam lhe procurando, mas enquanto estivesse de armadura e elmo você era apenas outro paladino conduzindo os desígnios de Keadilan pelo mundo.

Alguns sacerdotes lançam olhares para sua armadura coberta de marcas de batalha, mas não chegam a se aproximar. Depois de falar com Keadilan ~sem resposta~ você segue até a área comercial da parte baixa da cidade, onde esperava arranjar mantimentos para sua viagem. Pessoas comuns, plebeus, mendigos e prostitutas se espalhavam entre os barracos amontoados. Pessoas de baixo nível, pecadores, cujas auras e fedor lhe faziam torcer o nariz. Poderia matar alguns deles, se não soubesse que isso chamaria atenção da Ordem de Keadilan. Então contenta-se em apenas reivindicar os itens que julgava necessários em nome da nobre causa de Keadilan. Comerciantes lançavam olhares irados, com auras tremendo em cores vivas que representavam raiva e medo.

Horas depois percebe que dois paladinos caminhavam entre a multidão, com auras profunda atenção. Pressentindo problemas, você se faz perder no labirinto de barracos e pega uma rua até a parte alta da cidade, onde pessoas a cavalo não eram tão incomuns. Lá, em frente à abadia principal, um arauto do rei anunciava que a execução de um criminoso, chamado Matador de Patrulhas, se daria na manhã seguinte.

Várias horas depois você cobria o cavalo com um manto. Nenhuma das luas brilhava no céu encoberto. Nuvens se formavam da sua respiração. Talvez nevasse naquela madrugada. Com a montaria protegida do tempo, você entra no pequeno barraco onde conseguiu abrigo.

Era uma família pobre, mas seguidora de Keadilan. Podia ver em suas auras que eles eram cumpridores das leis e costumes. Aceitaram de imediato sua ordem para que o acolhessem, oferecendo-lhe a única cama enquanto dormiam de bom grado no chão. Você adormece de armadura.

Sonha com a visão da noite anterior. Keadilan repetia para você - Não é o único. Outros também estarão atrás do Escolhido. Siga-os. Outros também estarão atrás do Escolhido. Outros também... Outros... -

Acorda com o som de cavalos, e sua mão vai instintivamente para a espada ao lado da cama de palha. Você estava sozinho na casa. Abre a porta. Do lado de fora dois Escudos Brancos desciam de seus cavalos, enquanto um terceiro se mantinha montado. Mesmo àquela hora, ainda sem luz matutina, uma pequena multidão observava ao redor. No meio dela você reconhece a família que lhe acolheu.

Os paladinos desembainham as espadas enquanto se aproximam de você - Venha conosco em silêncio, irmão, e deixe que a justiça de Keadilan seja feita. - Atrás de você, ao lado do barraco, seu cavalo permanecia amarrado e coberto. Podia tentar fugir, ou ficar e lutar. Acompanhá-los seria sua pena de morte.

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15 Re: [RPG] Ponte em 11/04/14, 02:56 am

Fake

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Luke Lorrent

Um ato de crueldade contra um inocente, é...?
Queria pensar um pouco no que ela disse, mas não tive tempo; com ela chamando os guardas, eu precisava sair dali logo e pensar depois. Dou até uma risada baixa. Eles não iriam conseguir me pegar facilmente... ou ao menos, isso era o que eu pensava até falhar em usar o teleporte. Tento de novo e de novo. Funcione, maldito!

Mas não funcionou. A fuga tradicional também não deu certo. E, fácil assim, eles me pegaram. Droga. Olho para a sacerdotisa com um olhar de "Precisava disso tudo pra me fazer ajudar ele?" enquanto sou arrastado para a prisão. Mas mais importante, por quê meu poder falhou?

A cela não é algo que vi muito na minha vida. Ou ao menos por muito tempo. Aquela mulher queria que eu ajudasse o Matador... mas eu não estava mais com muita vontade de fazer isso. Era mais fácil eu teleportar sozinho. Isso é, se eu pudesse teleportar, um poder que mal perdi e já sinto falta.

Tentando teleportar novamente, até o ponto em que "Chega, desisto. Vou dormir", ecoa na minha cabeça com um tanto de irritação. Sei que "disse" que não iria roubar ninguém da capela, mas uma exceção não faria muito mal.
- Você terá seus dons de volta. Basta ajudar meu prisioneiro. - A voz ecoa, e os passos seguem, me deixando desperto. Então foi aquela desgraçada que selou meu poder?

E então o Matador entra em cena. Ajudar ele? Parece mais que ele conseguiu fugir até ali sem ajuda nenhuma. Estou surpreso que ela acha que o Matador precisa de alguma ajuda para sair daqui. Por outro lado, para eu sair dessa cela podre, eu preciso ajudar ele...

...

- Tudo bem, eu ajudo esse cara... desde que ele não vá se tornar um Matador de Ladrões em cima de mim. - sussurro bem baixo enquanto olho para baixo, meio que esperando que a sacerdotisa me ouvisse e deixasse usar meus poderes.
Levanto a cabeça para olhar para o Matador de Patrulhas pela terceira vez hoje. São três vezes a mais do que eu gostaria, mas não tenho muita escolha. - E aí, cara. Você quer ajuda para sair daqui?



Última edição por Fake em 21/04/14, 08:15 am, editado 1 vez(es)

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16 Re: [RPG] Ponte em 11/04/14, 07:04 pm

Vaelin

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Lewine Illyan

Andava por aquela escuridão sem fim. Ele estava começando a duvidar que a mulher realmente quisesse que ele saísse dali. Aquilo era um labirinto sem fim. Nunca soube que uma masmorra podia ser tão grande, e ainda assim tão vazia. Talvez aquele ali fosse um lugar especial para prisioneiros como Lewine. Isso explicaria os gritos que ele ouvia de escadarias. Ali era onde os inquisidores torturavam os prisioneiros que tinham informações de interesse? Só de pensar nisso sentiu um calafrio. Achou-se sortudo por não ser associado a magia nos seus crimes. Não tinha certeza o que faziam com magos ilegais que capturavam além de matá-los.

Assim continuou seu caminho, sem fazer nenhum progresso aparente. Até que chegou em um lugar onde não se abriram nenhuma das celas e captou movimento. Viu então o sujeito que estava na cela. Levou um momento para associar a situação em que este se encontrava, então ouviu as palavras do sujeito. Pensou em perguntar algo, mas então percebeu que provavelmente encontrar com ele nesse lugar estava nos planos daquela maga que o soltou e aquela pessoa estava mais calma do que se esperaria ao encontrar outro prisioneiro livre, então provavelmente estava esperando alguém.

- Sim... - Responde numa voz calma enquanto ponderava um plano na sua cabeça - Não sei se será necessário dizer isso, mas eu pretendo estar fora daqui sem ninguém perceber. Eles só vêm visitar minha cela uma vez por dia, então acho que se conseguirmos sair daqui estaremos com mais de meio dia de vantagem até começarem a procurar. Por isso gostaria de evitar matar ou machucar qualquer um. Isso sendo dito, nós estamos dentro de uma fortaleza, então te aconselho a se mover com silêncio. - Quando acaba de falar tenta abrir a cela dele, enquanto esperava a resposta do sujeito - Você sabia que eu estaria aqui?

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17 Re: [RPG] Ponte em 17/04/14, 09:47 am

Felype Dias

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Será que seria tarde para mudar minha decisão de ir para os paladinos e escolher os peregrinos? XD

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18 Re: [RPG] Ponte em 19/04/14, 09:43 pm

LíderDosLíderes

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OFF: Como quiser, Felype. Smile

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19 Re: [RPG] Ponte em 20/04/14, 02:55 am

LíderDosLíderes

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Rika Furude

O teu plano era simples, mas efetivo, pelo menos isso era o que você pensava.

Considerando as tuas condições atuais, fraca e sem poder diretamente ver os teus alvos, o único que você conseguiu fazer foi deixar os cavalos que estavam ligados a carruagem mais assustados. Imediatamente, eles começam a correr, deixando os supostos bandidos para trás. Você inclusive escutava o corpo do piloto cair do banco de piloto da carroça, e sente as rodas passando por cima dele.

Alguns minutos passaram. Você finalmente se sentia segura, quando do nada a tua conexão com os animais se cortam. Nesse mesmo momento, você sente a carroça abruptamente saindo da trilha. Dava pra sentir os cavalos puxando a carroça para caminhos totalmente opostos, até que finalmente um deles por alguma razão parecia deixar de puxar, fazendo que o outro corresse. Sentia a carroça virando verticalmente. Um barranco? Mas com aquela chuva...

Antes que pudesse fazer algo, a carroça simplesmente começa a girar barranco abaixo, até que finalmente parava... Graças a madeira velha que havia sido feita a carroça, conseguiu alguns bons cortes. A carroça estava de cabeça pra baixo, as portas de trás haviam sido separadas e dava pra ver que estava encima de um rio raso. Havia algumas arvores, e barranco acima dava para ver a estrada e um dos cavalos relinchando de dor. Não dava pra ver muito bem dali, mas dava pra supor que havia quebrado alguma parte de seu corpo.

A pra piorar, a chuva começava a ficar mais forte.

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20 Re: [RPG] Ponte em 21/04/14, 02:32 am

Anita Júlia

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▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Rika Furude

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

┌-------------──────■ ■──────-------------┐

Ao abrir os olhos, viu o caos que aconteceu, foi uma atitude desesperada, porem necessária.
Sentindo muitas dores, e foi literalmente a visão do inferno.
Urrando de dor Rika usa sua força de vontade para rastejar com cuidado para não piorar o ferimento para o rio, e segurando um pedaço de madeira e usando como boia ela utiliza a segunda parte do seu plano.

- Tenho que sair daqui.

Ela tenta se afastar o mais rápido possível da carruagem por estar deslocando na agua era mais difícil ele ser seguida por meios normais de rastreamento.

Mas ela pensa no feiticeiro do grupo de ladroes, pelo que ela lembra da conversa ele, detectou a carruagem, mas na carruagem só tinha poucas coisas, era que aquele mago estava traz de mim, será que estão caçando a mim, como os meus pais foram caçados.



Se ela caminha pelo lado usando a madeira com boia, e vai pelo lago acreditando que deve haver um vilarejo ou cidade próxima pois a maioria ficam perto da agua.
Se não estiver em condição de se locomover, ela se deixara levar pelo rio a intenção é se afastar da carroça, e ve se encontra alguém.


└-------------──────■ ■──────-------------┘


offa : Que parte do corpo a minha personagem quebro, queria mais detalhes

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21 Re: [RPG] Ponte em 21/04/14, 05:37 pm

LíderDosLíderes

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OFF: O teu personagem não quebrou nada, só conseguiu alguns arranhões. o.O
De onde você tirou que ela quebrou algo? Quem quebrou algo foi o cavalo, que quebrou a perna.

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22 Re: [RPG] Ponte em 25/04/14, 05:18 pm

dot.Dope

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George Belford
“A Bondade é a única forma de poder.”

  O trotar dos cavalos mistura-se um pouco com um sonho sobre algo fútil que nunca deveria estar na minha cabeça até perceber o que acontecia. Aquilo vinha de fora. Toco na espada antes mesmo de abrir os olhos e ver o nada me olhando, gozando desse meu medo. Sorrio quando vejo ninguém ali dentro - mesmo que gostasse de outros com as mesmas crenças, essa solidão me animava mais. Passo pelo casebre ainda com a mão na espada, apenas para segurança. Então é quando eu abro a porta.
 
  Três daqueles malditos traidores estavam ali. Não mereciam vestir aquelas roupas sacras, mereciam sim a morte. Esses não conduzem a verdade de Keadilan como eu. Mudo minha face para algo mais neutro quando vem aquelas palavras pútridas para mim. "Venha conosco em silêncio, irmão, e deixe que a justiça de Keadilan seja feita.". Parece tão engraçado quando outro idiota fala. A justiça de Keadilan hoje é tão cega que nem eu mesmo consigo vê-la nesses imbecis.
 
  Ficar degladiando com os meus pensamentos iria trazer mais problemas do que queria. Tinha de resolver a situação rapidamente, antes que tudo aquilo atrapalhe meu destino. Temos dois Brancos à minha frente imediata, com mais um em um cavalo atrás. Aqueles mediocres junto com um monte de torcedores pelo bem do mau também estavam ali. A situação era bem clara. Tentar lutar seria inútil, mas atacar para distração não. Meu cavalo estava ali do lado com apenas um manto, fugir conseguiria, sendo seguido apenas pelo o do equino.

  A mão da espada continua, a outra lentamente desata o nó da sacola de dinheiro. "Pelo desejo e justiça de Keadilan, eu me rendo." Minhas palavras são proferidas enquanto eu sigo em direção a eles - e antes que consigam colocar qualquer mão impura em mim, eu realizo meu golpe. Um deles recebe uma sacolada, a mesma permanecendo nos meus dedos, no capacete enquanto o outro é uma espadada no mesmo lugar, tentando apenas atordoar, não era momento de matar esses infiéis. Imagino já o espanto de todos. Corro até o cavalo o mais rápido possível, como também subir na mesma velocidade, e galopar também. Retiro o manto do rosto do cavalo ao mesmo tempo em que pressiono meu pé contra seu estômago para ir.

  Tudo isso é realizado em segundos. Mesmo que a glória da primeiro batalha possa chegar a cabeça, eu sei que aquilo não acabaria tão cedo. Sabia que aquele outro me seguiria e chamaria reforços, então teria que achar um esconderijo - e rápido. Como também teria que descobrir o porquê de Keadilan ter me enviado aqui, talvez seja algo sobre a execução amanhã.

  Prioridades: esconderijo, descoberta e execução.

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23 ( OFFa ) RPG morreu em 07/06/14, 05:59 pm

Anita Júlia

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Mil anos depois...

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