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[RPG] Newcastle

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1 [RPG] Newcastle em 16/07/14, 01:41 am

Beatriz Moura

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Isaac Magdemery


O aquecedor ao lado do sofá onde você dormia emitia uma leve ressonância devido ao esforço para manter o escritório aquecido. Já passava das três da tarde, havia chovido o dia todo e você não estava nem um pouco a fim de sair daquele sofá. Afina, se não estava dormindo, estava pensando em onde poderia arrumar um caso de verdade.

Suas ultimas investigações estavam mais para trabalhos de faz-tudo que para um detetive paranormal. Os únicos que apareciam no escritório eram aquele tipo de pessoa impressionável que acha que tem fantasmas ou demônios em casa, quando na verdade os barulhos no sótão são apenas ratos, ou um cano fixado incorretamente que chacoalha quando a água passa. O que sempre resulta em você consertando o defeito escondido dos proprietários, realizando um ritual falso e fajuto e cobrando pelo serviço. Talvez devesse largar esse ramo e se tornar zelador...

Alguém abre a porta da frente, fazendo a sineta de prata sobre a porta esbravejar com a falta de delicadeza da pessoa. Você nem precisou levantar os olhos para saber de quem se tratava.

- Olá, tio! – Claire joga a mochila em um canto e sacode a chuva do cabelo. – Esse lugar parece mais sujo a cada dia, você devia limpar isso aqui de vez em quando. – Ela pendura o casaco atrás da porta e vai em direção a sua mesa de trabalho, permanentemente tomada por livros velhos e recortes de jornal. – Você se importa se eu pegar emprestado um dos seus livros sobre divindades babilônicas? Quero cruzar algumas referencias a respeito da deusa Ishitar... – Sem esperar resposta ela começa a mexer na papelada sobre a mesa e na estante de livros atrás dela. Passando perigosamente perto de uma pilha de revistas que não deviam estar ali, e resmungando a cada tufo de poeira ou resto de comida que encontra.

Pouco depois a sineta de prata volta a tocar, só que mais tímida dessa vez. Uma mulher pálida e miúda, usando óculos escuros e um casaco marrom no mínimo dois números maior que o dela, se projeta para dentro do cômodo. - Esse é o escritório do Sr. Isaac Magdemery?

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2 Re: [RPG] Newcastle em 16/07/14, 07:56 pm

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Isaac Magdmery


Suspiro fundo, deitado no sofá, enquanto olho fixamente o teto e escuto a chuva lá fora, o que para muitas pessoas pode ser relaxante. Mas quando você vive em Newcastle, chuva é algo que te acompanha mais que um casaco no inverno.  

Estava prestes a cochilar quando a porta soa. Considerando o grande movimento de clientes com problemas sérios aqui no meu escritório - Isso foi sarcasmo - eu deveria ter pulado do sofá para atender o tal individuo. Mas foi só necessário um rápido olhar para o relógio na parede e soube quem era, minha ''querida'' sobrinha. Ela era um problema na minha vida, e uma fraqueza. Nos ultimos mêses eu comecei a me importar mais com ela do que deveria, desde aquele acidente. E como bom tio, eu deveria me preocupar com ela e afastar-la de uma vida tão perigosa.

Eu pauso. Olho meu escritório, que é o lugar aonde vivo, observando todos os buracos de balas, queimaduras e marcas de rituais de aprisionamento, além dos meus mais variados prêmios de lutas contra diversos demônios. - Isso também foi sarcasmo. Sem embargo, por mais que eu não fosse Amorth - Um suposto famoso exorcista - eu sabia que corria certos riscos. E sabia que deixar aquela pirralha interferir na minha vida daquela maneira era perigoso, não só pra mim, mas pra ela também...

Já fazia tempo que eu tenho tido esse tipo de reflexões momentâneas, e de certa forma me sentia orgulhoso de ter-las. Mas eu não iria expor esses pensamentos para ela, é claro. Para ser sincero, eu até gosto de sua companhia. Não é como se algo ruim pudesse acontecer a ela! No pior dos casos ela acabaria encontrando Rodolph - Um simpático rato que está vivendo na minha casa faz alguns dias. Não que eu esteja de acordo com isso, mas fiz muito esforço para matar-lo e - Ok, eu nem se quer comprei uma armadilha para ratos. Mas ele é incrivelmente rápido, então decidi simplesmente deixar-lo viver comigo e inclusive o apelidei.

É, talvez eu deveria limpar o escritório. Algum dia.

Claire continuava resmungando e buscando o livro que ela queria, mas havia coisas livres pelo escritório  que ela não deveria chegar perto. - Pera, pera, deixa de ficar caminhando pelo escritório, eu acabei de acordar e é muito movimento para processar. Me dá um segundo e eu vou pegar um dos meus livros pra você. - Eu menti, outra vez, eu não estava dormindo. Eu tinha esse hábito de mentir quando não era necessário, e algumas vezes as coisas haviam terminado muito ruins por fazer-lo. Hungh...

Suspiro fundo e me levanto. É aí que o sino da porta toca. Não posso evitar mas levantar uma das minhas sobrancelhas, levemente surpreso. - Provavelmente outro bicho no sótão. Uma mulher com um estilo... único entra no meu escritório.

- Oras, vejo que estou começando a ficar famoso. - O tom da minha voz muda, muito mais confiado, para  passar um sentimento similar. - Sim, sou eu mesmo! Evite o senhor, por favor! Ao invés disso, você pode me chamar de Demonologista, Teólogo, Mestre do Oculto, Xamã espiritual... - É, ok, eu acabei de inventar esse ultimo, mas faço soar o mais incrível possível - Ou Isaac. Magdemery inclusive, se preferir um termino mais formal.

Eu puxo uma cadeira perto do meu escritório e a ofereço com um sorriso carregando um leve toque de malícia. - Por favor, sente-se. O que eu posso lhe - Ah, pera. Claire. - D-desculpe! Esta é minha bela sobrinha, Claire Magdemery, filha de Isabela Magdmery. Se você achou o sobre-nome conhecido, provavelmente é por isso:Somos família. E deixe-me adicionar, levar nossos negócios a sério corre no nosso sangue.

Me sento na minha cadeira, e aponto com o dedo aonde provavelmente o livro que ela queria estava. - O livro deve estar por ali, Claire. - Não que eu me lembrasse com exatidão, mas eu deveria pelo menos ter colocado todos os livros sobre divindades mitológicas antigas mais ou menos juntas. Em teoria. Hm... É, eu deveria dar uma geral no escritório. - Enfim, me desculpe por isso, a garota deixou o livro da escola aqui, as vezes eu a ajudo com seus deveres. Mas enfim! Qual é o seu nome, senhorita? Por que você não me conta o teu problema? Não se preocupe, tudo é solucionável! - Digo, querendo passar conforto, esboçando novamente um leve sorriso.

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3 Re: [RPG] Newcastle em 19/07/14, 01:44 am

Beatriz Moura

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Isaac Magdemery


A mulher parecia meio atordoada devido ao seu falatório. Ela senta no lugar indicado e retira os óculos escuros, revelando um par de olhos azuis com as maiores olheiras que você já viu. Olhando com atenção, você percebe que ela não devia ser muito mais velha que você, com a diferença que ela parecia completamente acabada. O cabelo castanho-escuro estava desgrenhado, amarrado de qualquer jeito no topo da cabeça. Parecia que ela não tinha uma noite de sono decente há dias. As sardas ao redor do nariz e bochechas podiam ser charmosas, mas estavam apagadas pela pele doentiamente pálida. Talvez, não muito tempo atrás, ela tivesse sido bonita, mas no momento era a visão de uma pessoa destruída pelo cansaço.

Claire a observava enquanto você fazia sua longa apresentação. Ela sorri para mulher quando você a apresenta. – É verdade, levamos nosso trabalho muito a serio... Pelo menos no lado feminino da família. – Ela estende a mão para a cliente (que a pega parecendo meio confusa) e lança um sorriso brincalhão para você. Indo vasculhar a pilha de livros que você havia indicado em seguida. Você nem precisava olhar para saber que a garota estava com o maior sorriso de gozação quando você mente sobra ajudá-la com o dever de casa.

Quando você pede para que a cliente conte o que a preocupava, ela se mexe na cadeira, visivelmente desconfortável com o assunto que iria colocar em pauta.

- Bem... Meu nome é Ivy. – Ela começa a falar devagar. - Ivy Blanche. Tenho que admitir que em circunstancias normais eu não recorreria a um... profissional como o senhor. Mas minha situação não é algo que poderia chamar de normal.

Sou aluna da Universidade de Newcastle, e moro no campus, como a maioria dos outros estudantes. Há Pouco mais de um mês, começamos a ouvir uma musica nos alojamentos. Parecia vir de um dos andares superiores. Uma melodia muito triste, tocada em um piano... No começo pensamos que alguém deveria estar em uma fossa daquelas. – Ela dá um sorriso sem graça. – Mas, na semana seguinte, quando a musica voltou a tocar, uma garota da turma de sociologia se jogou da janela do quinto andar... Achamos que a tragédia era apenas um incidente isolado. Universidades são estressantes, e UN não é diferente. Volta e meia alguém surta. Então apenas prestamos nossas homenagens e seguimos com a vida.”

“Uma semana depois a musica foi novamente ouvida de madrugada. No dia seguinte encontraram o capitão do time de futebol pendurado no ventilador de teto pelo pescoço. A porta estava trancada por dentro, e todos os sinais indicavam suicídio... Desde então mortes semelhantes vem acontecendo. Sempre que a musica toca alguém é encontrado morto na manhã seguinte, e a pericia sempre aponta a mesma causa: Suicídio. No começo achávamos que se tratava de um caso de histeria coletiva, mas o padrão das mortes não fazia sentido. O que nos fez começar a suspeitar de um assassino em serie, mas eu não acho que seja isso. Não mais...”

“Depois da quarta morte, minha amiga Hellen veio me procurar. Ela estava transtornada. Disse que não conseguia parar de ouvir a musica, que estava ficando louca. Eu tentei acalmá-la, e nós combinamos que ela iria dormir em um colchonete no meu quarto aquela noite. Tudo parecia bem, até eu acordar no meio da madrugada com o barulho de vidro quebrado. Hellen tinha quebrado um espelho e usado um dos cacos maiores para cortar a própria garganta bem na minha frente. E aquela musica maldita estava tocando.”


A voz de Ivy, que tinha sido controlada e firme, até o momento, vacilou. Ela esfrega o rosto, parecia que estava prestes a cair em lágrimas. Mas ela respira fundo e se recompõe, te encarando em seguida. – Então, você acha que pode resolver isso?

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4 Re: [RPG] Newcastle em 19/07/14, 02:42 am

LíderDosLíderes

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Eu ignorava o que Claire dizia. Meu sorriso, forçadamente simpático, levemente ia se desfazendo: Parece que o caso que eu tanto queria havia chegado, mas dessa vez ele já estava em ação. E parecia ser algo sério.

Mas eu não tinha nada que ver com aquilo, é claro. Apesar de não gostar da sensação de uma entidade fazendo o barraco naquela universidade,  como se ele achasse que fosse dono daquele lugar, eu estaria arriscando meu próprio pescoço. Eu cobraria caro por isso.

Olho seriamente para ela por alguns segundos, sem responder, considerando a proposta. Ela realmente estava destruída. A morte de sua amiga deve ter afetado-a pessoalmente, e talvez fosse um risco trabalhar com ela. Mas ela justamente era minha única pista. Eu já estava começando a pensar no caso quando percebo que ainda não havia respondido.

- Eu posso, certamente. E para perfomar a tua vendetta, tenho certeza que estará disposta a pagar uma boa suma de dinheiro, não? ₤10,000. ₤5,000 antes de começar, e ₤5,000 uma vez que o caso for resolvido. Você pode pagar a primeira parte até as 11:00 de hoje, e esteja livre esta noite, por que vou precisar da tua ajuda.

Esperava sua resposta, que caso fosse positiva, prosseguiria. - O mais importante por agora é ter certeza que todo o campus e a universidade estão totalmente vazios, dessa forma não haverá riscos de mais mortes. Mas o estado não faria a universidade fechar por qualquer coisa. É por isso que eu vou tentar te estuprar e sequestrar teu amante. - Pauso por um segundo, esboçando uma leve risada.  

- Não literalmente, é claro! Enquanto você vai buscar o meu pagamento, eu vou conseguir uma pistola e nos encontraremos aqui as 11:00. Daqui, juntos, iremos para a Universidade aonde atirarei uns tiros e logo você chamara a polícia. No teu depoimento, dirá que um homem mascarado saiu de dentro do campus e tentou te estuprar. Sem embargo, revelará que estava lá a essa hora esperando teu amante, que chegou justo a tempo para te salvar. Na luta, teu amante consegue desarmar o suposto ladrão que acabou atirando para os lados sem querer, mas o mesmo acaba batendo varias vezes no pescoço do teu tão querido amado e o faz desmaiar.

Pauso por um momento. Provavelmente era muita informação para a jovem. - Claire, faça algo de útil e traga uma copo d'água para a senhorita, por favor! - Digo, sem desviar a mirada de Ivy. - Entende aonde quero chegar, Ivy? Logo dirá que o homem se desesperou, e puxou teu amado para dentro do Campus. Com um louco escondido no lugar, o Estado fará todo mundo sair do lugar  enquanto a polícia busca pelo sequestrador, e aí é minha deixa. É claro, também terei que conseguir um disfarce de policial, mas tenho certeza que isso não será um problema.

Eu entro na Deep Web pelo meu velho computador e começo a buscar sobre a história da universidade, acidentes que ocorreram ao largo do tempo e por ultimo, casos parecidos. Também marcaria um encontro com um vendedor de armas ilegais lá pelas 09:00 p.m em algum lugar da cidade que não seja muito afastado. Pediria uma pistola simples, é claro, nada muito caro. - Antes que se retire, Senhorita Ivy, devo fazer algumas perguntas. Você disse que o acidente basicamente ocorre de uma a uma semana, mas não mencionou o dia.

Outra coisa não fechava. Por que ela veio até a mim? Num caso desses, seria normal que um grupo de estudantes viessem pedir apoio. - E também tenho uma perturbadora ideia, e preciso que me diga a verdade. De acordo com o que você me contou, uma pessoa pode deduzir que a canção começa a tocar na cabeça do individuo logo após a vitima anterior falece. Claro, eu posso supor que você simplesmente não quer que ninguém mais morra, mas a tua aparência cansada me preocupa... Bastante. Sim, você poderia estar simplesmente estressada pela morte da tua amiga... Mas antes de prosseguir, eu preciso saber isso. Você está escutando a tal musica?- Se ela confirmasse que não era esse o caso, sorria um pouco aliviado. - Então por que veio até a mim, você, sozinha? É uma simples curiosidade que eu tenho.

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5 Re: [RPG] Newcastle em 20/07/14, 01:02 am

Beatriz Moura

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Isaac Magdemery


Um silencio mórbido havia caído sobre o escritório.
Claire parecia ter encontrado o livro que queria. Ela segurava o volume com as duas mãos, encostada na estante atrás de você. Os olhos arregalados de interesse enquanto a cliente contava seu relato.

Parecia que finalmente um caso de verdade tinha aparecido. Em suas pesquisas, nunca havia encontrado um incidente como esse. Algo único parecia ter acabado de cair no seu colo.

Você faz sua proposta. Passa o valor do serviço para a moça e conta o seu plano para esvaziar o campus. Ela escuta tudo com atenção, sem desviar o olhar nem por um segundo. – Você é louco? – Ela solta assim que você termina sua explicação. – Dez mil libras pra bancar o caça-fantasma! Eu sou universitária, acha que se eu tivesse toda essa grana pra gastar eu estaria morando nos alojamentos? E que ideia maluca de falso estupro é essa! Se você precisa mesmo esvaziar o Campus seria muito mais simples fazer uma ameaça de bomba!

- É verdade... – Claire concorda atrás de você.

- Olha, – Ivy respira fundo e abaixa o tom de voz – eu não deveria ter vindo aqui. Sinto muito por fazê-lo perder seu tempo, e o meu também... – Ela se levanta e vai para a saída. A moça já havia aberto a porta, quando você pergunta se ela estava escutando a musica, o que a faz parar no mesmo instante. - As mortes aconteceram na noite de sábado para domingo. – Ela fala sem emoção, saindo e batendo a porta atrás de si.




[OFF]
Você está na quarta-feira. Só pra constar.

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6 Re: [RPG] Newcastle em 20/07/14, 07:01 pm

LíderDosLíderes

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Respirava fundo, que moça simpática! Um forte impulso salta por minha garganta, mas felizmente não sai pela minha boca. Uma ameaça de bomba não faria que fizessem todo mundo sair da universidade por mais de um dia, um maníaco com um refém sim. E ainda por cima, Claire ousava ficar do lado dela.

Mas não fazia nada. Um sorriso sarcástico ocultava minhas emoções ao ver como ela recusa minha generosa oferta. Mas eu entendia. Entendia como é ver sua vida estar perto de acabar, e você estar totalmente dependente dos demais, sem poder fazer nada. Se ela tivesse o dinheiro, pagaria.

... Droga. Eu não podia deixar sua vida acabar daquele jeito. Tenho certeza que encontraria uma forma de me pagar, com o tempo. - Ivy, hm?... Claire, que tal ajudar o tio com um novo caso? - Digo, sorrindo sorrateiramente. - Nada prático, é claro! Revise os livros para ver se encontra algo parecido com que a moça descreveu. Aconselho para buscar pelos mais recentes, e melhor ainda se o relator conta que aconteceu na Inglaterra!

Eu sinceramente estava perdido. Não sabia por onde começar. Por isso decido mandar um e-mail para Tom, pedindo uma rápida ajuda e dizendo que deposite o valor do trabalho na minha conta - A qual eu não penso pagar. Mas sei que ele o fará. Solicito todos os acidentes estranhos que ocorreram na Universidade de Newcastle, e logo o agradeceria.

Logo que termino isso, olho pro teto, e fico sem reagir por uns segundos. Suspiro, e logo olho para Claire. - Eu vou precisar convencer-la que estou do seu lado... Querida, eu vou dar uma saída! Quando sair, tranque a porta! E se encontrar algo de útil, por favor deixe no meu escritório. - Sorrio de forma simpática, enquanto pego meu casacão e vou pra rua... E com um pouco de receio, me dirigiria para a casa de Sheela.

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7 Re: [RPG] Newcastle em 22/07/14, 02:36 pm

Beatriz Moura

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Isaac Magdemery

Os olhos de Claire se iluminam quando você pergunta se ela gostaria de te ajudar com o caso, mas logo se apagam quando você a manda vasculhar os livros empoeirados do escritório. Mesmo assim, a garota concorda em ajudar. Ela pega um livro sobre Assombrações Inglesas do Século XX, puxa uma cadeira começa a ler o índice.  – Você poderia pelo menos me pagar pelas pesquisas. – Ela resmunga.

Antes de sair, você manda um e-mail para Tom, recebendo uma resposta quase instantaneamente.

N00b3xt3rm1n4t0r_DMWMY:
Isaac, seu desgraçado, acha que eu ainda acredito que você vai me pagar pelos trabalhos que me pede? Mas, pra sua sorte, tenho monitorado a onda de suicídios na Universidade. Musica do Suicídio é? Essa ainda não tinha aparecido na minha rede. Como você sempre consegue esbarrar nessas merdas, cara? Vou fazer uma pesquisa e te envio junto com o perfil dos mortos. Me de 1 hora.

E não vá pensando que não vou colocar isso na sua conta, estou cagando se você está falido ou não!

Você sai do escritório e desse os três lances de escadas até a saída do prédio. A chuva havia diminuído para uma garoa fina e irritante, mas o vendo continuava a soprar, gelado e cortante como uma faca.

Você pega o metrô, que estava velho e imundo, como de costume, e atravessa a cidade. Sheela havia se dado muito melhor que você nos últimos tempos. O salário de professora não devia ser lá tão alto, mas mesmo assim ela conseguiu comprar um apartamento perto do centro, em um prédio de classe média alta. Um pouco pretensioso para o seu gosto. Estava na cara que ela havia usado magia de algum tipo para subir tão rápido na vida, mas isso fazia o estilo dela. Sheela sempre gostou de se arriscar um pouco.

Você toca o interfone do apartamento, e pouco a voz de Sheela surge do outro lado. – Pois não?

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8 Re: [RPG] Newcastle em 22/07/14, 03:09 pm

LíderDosLíderes

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Tom sempre tão genial como sempre, o que provoca um sorriso no meu rosto. E quando Claire resmungava sobre pagar-la ou não, eu simplesmente rio sarcasticamente, de maneira evidente. Pelo menos ela estava fazendo algo que ela gostava. Ou talvez estivesse tentando me convencer daquilo.

Hmm...

A chuva e o vento não me importam tanto quanto deveria. Ter que visitar a Sheela depois de tanto tempo era o que realmente me aterrorizava. Em toda a viagem eu estive pensando em como abordar a situação. Além de tudo isso, eu tinha a vergonha de me sentir um covarde. Não por ter feito o que eu fiz, daquilo eu não me arrependia. Mas de não ter tentado falar com ela depois disso... Todo aquele sentimento me causava borboletas no estômago.

Respirava fundo, já com minha decisão feita. Não era uma boa ideia tentar começar a conversação com um olá, ou como vai. Se ela escutasse minha voz, simplesmente não me deixaria entrar. Não. Eu teria que ser direto.

Mas foi aí que cheguei na direção indicada... Era um pouco elegante demais para mim, mas provavelmente não para Sheela. Eu não posso evitar mas ficar parado na porta, sem fazer absolutamente nada por uns cinco minutos até que tomo a coragem suficiente e aperto a campainha.

E sem demora, ela responde. Eu engulo saliva. Não era hora para emoções, vidas estavam em perigo! E eu não havia sido pago em semanas...

- Eu... - Digo em voz alta, mas logo me arrependendo, decido voltar a começar. - Há vidas em perigo, Sheela. Eu preciso da tua ajuda, sou eu...

E com um pouco de arrependimento, finalmente posso terminar a frase. - Isaac. - Minha mão se apoia levemente contra a porta, um pouco nervoso, fazendo que meu punho lentamente feche.

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9 Re: [RPG] Newcastle em 24/07/14, 01:35 pm

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Por um momento - que mais pareceu uma eternidade para você - não houve resposta. Quanto tempo fazia desde a ultima vez que se falaram, oito meses? E agora você aparece com a maior cara-de-pau pra pedir ajuda. Ela deve te odiar...

A porta automática faz um barulho estridente e se abre. – 9º andar. – A voz de Sheela sai uma ultima vez do interfone.

O prédio era de uma elegância simples. Chão de mármore, algumas replicas de quadros famosos aqui e ali, nada muito fora do padrão esperando.

Você atravessa o hall da recepção, passando por um porteiro que mal levantou os olhos do jornal, e toma o elevador. Não foi difícil encontrar o apartamento correto, só havia dois apartamentos por andar, e apenas na entrada de um deles havia um amuleto africano para proteção.

A porta se abre pouco antes de você bater, revelando a mulher capaz de te deixar tão sem jeito quanto um garoto de treze anos.

Ela te encara por um momento, te examinando com aqueles grandes olhos negros. Seu rosto estava impassível, mas aquele pequeno vinco entre sobrancelhas, que se forma quando ela esta irritada, indicava que ela não havia esquecido o que você fez. E por que ela deveria? Ela havia trabalhado anos para conseguir aquele ídolo. Ele era a única relíquia que havia sobrevivido ao massacre na vila onde Sheela nasceu. Seu único vinculo com o passado, a chave para desvendar os poderes que corriam em seu sangue, e você o havia roubado. Por um bom motivo: salvar sua sobrinha. Mas a estatua foi destruída no processo, o que tirou toda a sua coragem para voltar a encarar a mulher.

Ela da um passo para trás, abrindo um pouco mais a porta para permitir que você entrasse. – Então, veio pedir desculpas, ou só está encrencado outra vez?

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10 Re: [RPG] Newcastle em 01/08/14, 07:47 pm

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Apesar do nervosismo, esboçava um sorriso ao ver o amuleto de proteção. Quando vi aquele edificio por fora pensei que ela talvez houvesse amadurecido de alguma forma, mas tinha certeza que aquele não era o caso. Continuava sendo a Sheela de sempre.

E é claro que o meu sorriso desapareceu quando a vi, tão bela como sempre - Ou inclusive mais -, o que me intimidava. Um pouco. Não muito! Ou isso é o que eu queria me convencer...

De qualquer maneira, eu estava ali, parado, na frente dela, sem saber o que dizer. E com naturalidade, ela era a primeira em falar.

- Sim. Sim! Ahahaha... - ... Hã? - Você sabe o quão profundamente mal fiquei depois do ocorrido. Mas aquilo salvou uma vida, você não pode ficar presa no passado para sempre, Sheela.

Não, nós íamos começar a brigar. Antes que ela pudesse falar qualquer coisa eu continuava, com um tom mais alto para fazer-la desistir de alguma confrontação. - Mas isso é irrelevante, minha querida. Estou aqui por que tenho um caso de verdade e preciso da tua ajuda. Sim, sim, o grandioso Magdemery precisa da tua ajuda. - Dou um sorriso nervoso. - Verás, uma estudante da UN foi até meu consultório. Certo, você provavelmente pensa que eu a enganei de alguma maneira, mas não! Ela estava estranha, estressada, assustada... Perturbada. De acordo com ela, uma estranha música pode ser escutada na madrugada de sexta para sábado. Uma semana e um dia depois, na madrugada de Sábado para Domingo, alguém morre. Ela teve uma experiencia não muito saudável com uma amiga, que alegou escutar a música de maneira cronica, o que a fazia perder a sanidade. Minha cliente, tentando proteger sua amiga, fez que com a mesma dormisse no seu quarto na madrugada em que em teoria alguém sempre morre. No meio da noite ela acorda com sua amiga se suicidando com um caco de vidro ou alguma coisa assim.


Eu pauso, provavelmente para escutar algum comentário ou protesto de Sheela. Deixando-os para mais tarde, sigo. - Agora, pense comigo: Uma pessoa normal, ao testemunhar tal atrocidade, haveria fugido e nunca mais teria voltado, certo? É claro, ela talvez poderia estar querendo buscar alguma explicação, mas havia algo de estranho... Ela estava cansada. Resulta que ela não me buscou por vingança, ela me buscou por salvação, Sheela. Eu posso ajudar alguém.

Eu me acerco um pouco, agora com um olhar já mais sério. - Nós podemos ajudar alguém! O problema é claro, mas eu preciso de alguma maneira para achar a fonte do problema. Você não poderia me ajudar? Eu estaria te devendo um grande favor...

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11 Re: [RPG] Newcastle em 03/08/14, 02:59 pm

Beatriz Moura

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A sala de visitas, onde você se encontrava, era bem iluminada, agradável, e com duas vezes o tamanho do seu escritório. As peças da mobília estavam em algum lugar entre o clássico e o moderno, dando ao lugar um ar confortável. Havia algumas poltronas sobre um tapete persa próximo à lareira acesa, e relíquias de origem africana espalhadas por todo o lugar, algumas protegidas em vitrines, outras sobre um aparador ou uma mesinha como simples peças de decoração, e você podia sentir o olhar de Sheela te fuzilando toda vez que você pousava os olhos sobre uma delas.

- Se não sei o quão mal você ficou é porque você nunca veio me dizer, Isaac! Se você tivesse me pedido ajuda, eu... – Ela levanta a voz uma oitava, mas você a interrompe.

Ela cruza os braços sob os seios, o vinco de irritação na testa perceptivelmente maior. A mulher abre a boa para reclamar algumas vezes, mas você não permite que seus protestos sigam muito longe. Ela te escuta até o final, e então era a vez dela de não te deixar responder.

- Ficaria me devendo? Você já me deve, Isaac! Está lembrado do ídolo que você roubou e destruiu no processo, porque não sabia direito o que estava fazendo! Oito meses! Oito meses sem dar noticias e agora você aparece para pedir ajuda como se nada tivesse acontecido! – Ela respira fundo para se acalmar – Olha... Eu estou ciente do que está acontecendo na UN, eu dou aulas lá, lembra?  Já investiguei como pude, mas não encontrei a fonte disso. Alguma coisa não natural está envolvida, disso eu tenho certeza, mas não sei o que é, sinto muito.

Ela solta um suspiro cansado e volta a te encarar. O vinco de irritação na testa havia sumido, dando lugar a um olhar inconformado. Ou seria magoado? Você devia ser a única pessoa capaz de deixá-la frustrada tão facilmente.

- Já terminamos? – Ela pergunta, indo em direção à porta.

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12 Re: [RPG] Newcastle em 03/08/14, 11:06 pm

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Eu suspira fundo, um pouco decepcionado. Não pelo resultado, mas por minhas atitudes. Eu realmente a havia falhado...

- Você sabe que não. - Digo, respondendo sua pergunta, olhando diretamente para seus olhos. Ela era tão incrível... Eu me perdia facilmente no seu olhar, até que finalmente percebia que havia simplesmente a encarado por mais que um par de segundos.

Mas simplesmente decido não dizer nada, e acompanhar-la na direção da porta. Espero que ela me abra, mas antes de sair passo ao seu lado e contemplo sua mirada uma vez mais. Eu queria dizer algo. Eu tinha que dizer algo. - Se você conseguir alguma informação, eu estou naquele consultório que queria comprar antes da nossa lamentosa e horrível separação, querida. - Paro por um momento e esboço um doce sorriso. - Vivendo lá, na verdade. Agradeço tua ajuda, Sheela.

Eu dou alguns passos para fora do apartamento, e ao menos que algo de relevante ocorresse, me dirigia para a entrada, aonde soltaria todo o ar que meu peito havia contido naquele tenso momento. Perderia tempo se fosse para casa agora, então me dirigiria para o campus e buscaria alguma pista, alguém transtornado, e se tenho sorte a própria Ivy, que poderá ajudar-me avançar no caso. Perguntaria por ela caso não a achasse.

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13 Re: [RPG] Newcastle em 24/08/14, 03:39 pm

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Quarta-feira, 22 de Setembro.


Ela acena levemente com a cabeça após você falar do escritório. E te acompanha até a porta em silencio, fechando-a com um leve click depois que você sai.

Você toma o metrô, indo em direção a parte Oeste de Newcastle, descendo na ultima estação e caminhando mais 15 minutos até chegar a Universidade.

O lugar não lhe era estranho, afinal você tinha passado um bom tempo indo e vindo pelo campus nos seus anos de faculdade, o que te deixava um pouco nostálgico. Era impossível ignorar o fato de você e Shella terem se conhecido naquele lugar, principalmente depois de ter acabado de encontrá-la.

O Sol já começava a se esconder atrás do bosque que delimitava a divisa do campus quando você passou pelo grande portão de ferro negro do lugar. Você segue a trilha de cascalho que levava ao prédio principal, questionando os estudantes que passavam a respeitos de Ivy. A maioria deles parecia não saber de quem se tratava. Já outros lhe lançavam olhares assustados e perguntavam se você era da policia, se finalmente haviam achado alguma prova contra ela. Nenhuma das pessoas com quem você havia falado parecia realmente conhecê-la, mas algumas acreditavam que ela estava envolvida de alguma forma com as mortes, já que a ultima vitima, Hellen Cook, havia morrido no quarto dela.

Faltava pouco para escurecer totalmente, quando você finalmente chega ao prédio administrativo, o mais próximo da entrada do campus. Aquele tinha sido o primeiro prédio da Universidade de Newcastle, construído cerca de trinta anos após a fundação da cidade, o que o destacava pela arquitetura antiquada e aspecto intimidador.

Logo na entrada do local, você nota um memorial em homenagem aos quatro falecidos, onde parentes e amigos haviam deixado flores, mensagens e velas. A maioria dos passantes desviava o olhar ao passar por aquele ponto, fingindo que o altar improvisado não estava lá, exatamente como se faz quando vemos uma criança esfarrapada na calçada. No momento, apenas um rapaz estava parado perante o local, prestando sua homenagem silenciosa aos mortos.

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14 Re: [RPG] Newcastle em 24/08/14, 07:54 pm

Beatriz Moura

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Jack Fingerluck
Terça-feira, 21 de Setembro.



Já passava das 18h e o Casanova começava a ficar movimentado com os universitários da UN. Você estava sentado em seu lugar habitual no balcão, com uma cerveja pela metade, se perguntando se devia ou não voltar para o apartamento essa noite. Mulcahy já lhe vendia cerveja fiado, – uma cortesia de um irlandês para outro – mas transformar o bar dele em um albergue era outra história. Essa seria a terceira vez só nessa semana. Você encosta a cabeça na coluna ao lado do balcão e puf!, acorda com Mulcahy abastecendo o bar pela manhã. O homem, que devia ser pelo menos dez anos mais velho que você, dizia não se incomodar e fazia piadas com as vezes que ele mesmo havia dormido em bares quando era mais jovem. Mesmo assim não parecia sensato abusar, visto que esse era o único bar onde você ainda podia pendurar a conta.

Graves não estava por ali, e você começava a perceber que eram raras as vezes em que o poeta aparecia quando você estava no lugar, o que era um alivio. Era impossível se embriagar dignamente, com aquela alma penada despejando sua ladainha dramática sem parar.

O tempo passa, e o lugar começa a ficar cada vez mais agitado e barulhento. Mulcahy andava de um lado ao outro do balcão servindo os clientes, lavando canecas e contando o troco. Um bando de estudantes discutia avidamente alguma coisa sobre quem a musica vai levar essa semana, ou algo assim. E um cara acabava de tomar um tapa da garota com quem estava se agarrando minutos atrás. Tudo normal até o momento. Esse devia ser um dos dias bons.

Estava terminando sua segunda caneca, imaginando se a garota no outro canto do balcão estava ou não te dando mole, quando um cara senta ao seu lado, bloqueando a sua visão e derramando uma pequena porção da cerveja que estava tomando sobre o balcão. Ele olha para você, visivelmente embriagado, com os olhos abertos o máximo que a bebida permitia.

- Sabia que não é bom mexer em velharias?... – Ele começa a falar com a voz embargada. – Guardei aquela coleção de chaves por vinte anos... Sem problemas, sem... Eram da minha avó, sabia? Aí minha Anna disse: “Meu bem, por que... Por que você não vê se uma delas não serve no armário? Assim não temos que trocar a fechadura.” E foi o que eu fiz. Testei dúzias de chaves naquele maldito armário, até... Até que essa aqui serviu. - Ele puxa uma chave antiga do bolso do casaco e coloca sobre o balcão. Parecia uma chave pesada, feita de cobre e com uma fita vermelha e puída amarrada na ponta. – Ela nos deixa entrar, mas também deixa eles saírem. E eles pegaram minha Anna...

- Ok, Stan, já chega. Vamos embora, eu te dou uma carona.
– Um homem sai do meio da multidão e coloca a mão no ombro do bêbado Stan.

- Não, Fred! Ele tem que entender... TEM QUE ENTENDER! – Stan se agarra em sua jaqueta, com os olhos vidrados, o rosto próximo ao seu. – Ela nos deixa entrar, mas também deixa eles saírem...

O segundo homem, Fred, agarra Stan pelo colarinho e o separa de você com um movimento brusco. – Ok, ele já entendeu. Agora vamos embora. – Sem forças para resistir devido a bebida, Stan acompanha o homem até a saída, murmurando coisas sem sentido.

Você vê os dois saindo, assim como a garota em que você estava de olho. Só que agora ela estava acompanhada por um motoqueiro. Mulcahy também observava a cena, balançando a cabeça em desaprovação enquanto limpava uma caneca com um pano. – Pobre Stan. O coitado está assim desde a morte da mulher.

Você volta sua atenção para sua própria caneca e então percebe: O homem havia deixado a chave.

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15 Re: [RPG] Newcastle em 24/08/14, 10:24 pm

Corvo

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Jack Fingerluck

Imaginava se era uma boa ideia dormir no pub novamente -eu realmente não queria voltar para o velho apartamento. Mas dormir ali pela quarta vez na semana seria imprudente...

Imprudente, não apenas por estar abusando da hospitalidade, mas porque enquanto mais tempo eu passava lá, maiores eram as chances do meu "velho problema" me encontrar. Eu gostava do lugar, não queria que ele acabasse incendiado ou coisa parecida. Nem de ser expulso por causa de algum mal entendido.

Como a maioria dos problemas, a solução aparece na forma de uma mulher. A morena parecia estar na minha, talvez eu conseguisse passar a noite na casa del- Filho da puta! - Exclamo de repente, ao ter parte da minha bebida derrubada.

Normalmente eu não teria problemas em dar um chega pra lá nesse tipo de gente, mas alguma coisa me faz hesitar e eu acabo ouvindo aquilo tudo pensando apenas uma coisa: Merda.

Claro, a coisa estava indo bem demais, eu devia ter visto isso chegando. Tento achar conforto no pensamento de que pelo menos o lugar não estava em chamas... Então vejo a morena saindo do pub acompanhada do motoqueiro e murmuro um xingamento. Aquela noite não podia piorar...

Nesse momento Tom fala comigo e, ao me virar, dou de cara com a chave - ... Merda. - Por alguns momentos penso em me levantar e sair dali, mas Tom provavelmente acabaria pegando a chave, e então eu não teria mais onde passar minhas noites. Estico a mão para a chave, hesitando em tocá-la, mas por fim pego o objeto e o enfio num bolso.

Depois do instante de tensão eu suspiro resignadamente e olho para o Barman - O que aconteceu com a mulher do Stan? - Eu sabia que ainda ia me arrepender daquela pergunta.

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16 Re: [RPG] Newcastle em 31/08/14, 12:37 am

Beatriz Moura

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Jack Fingerluck
Terça-feira, 21 de Setembro.


A chave era maior e mais pesada do que as chaves que você estava acostumado a ver, um pouco mais comprida do que a palma da sua mão aberta, e extremamente fria ao toque. O que era estranho, já que ela tinha acabado de sair do bolso de Stan. Fora isso, parecia perfeitamente comum, ou tão comum quanto uma chave antiga pode parecer.

Mulcahy parecia não ter reparado no objeto, limitando-se a limpar a cerveja derramada sobre o balcão com o mesmo pano com  que estava limpando a caneca segundos antes.

- Derrame, se eu não estou enganado. – Ele te responde. – Ela estava sozinha em casa quando aconteceu. Stan achou o corpo quando chegou depois de uma bebedeira e simplesmente surtou. Ele não era o melhor marido do mundo, mas amava a esposa...

O resto da noite corre normalmente. Isso tirando o fato de ser quase impossível voltar a relaxar tendo conhecimento do volume dentro do bolso de sua jaqueta. Você torcia para que tudo aquilo não passasse de ladainha sem sentido, mas quem você estava querendo enganar? Com a sua sorte, essa coisa deve abrir uma porta direto para o inferno...

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17 Re: [RPG] Newcastle em 06/09/14, 02:40 am

Corvo

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Jack Fingerluck

- Hm, má sorte... - Comento sem muito interesse, ainda pensando no peso em meu bolso. Então viro os últimos goles da cerveja e digo para o homem - Ei Tom, você pode colocar na conta? - E com isso me preparo para sair. A pergunta para Thomas era só uma formalidade, claro. Eu não tinha dinheiro algum.

Saindo do Pub, começo uma longa caminhada para casa, sem querer realmente ir para lá. Ando a esmo, me desviando do caminho com frequência, até chegar a uma ponte. Levo a mão ao bolso e pego a chave. Eu já estava muito familiarizado com aquele tipo de situação para cair na imbecilidade de usar a maldita chave. Sem pensar muito no infeliz que a encontraria, taco o objeto na água e vou embora. Dormiria no velho apartamento hoje.

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18 Re: [RPG] Newcastle em 01/11/14, 06:46 pm

Beatriz Moura

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Jack Fingerluck
Terça-feira, 21 de Setembro.


- Claro, rapaz. – Mulcahy reponde sem rodeios, já sabendo que você iria pendurar a conta.

Você sai do abafamento do pub para o vento frio e úmido de Newcastle.
Esse havia sido mais um dia chuvoso na cidade, e a temperatura havia caído consideravelmente depois do anoitecer, o que fazia sua respiração se condensar a cada expiração mais intensa.

Sem vontade de voltar ao velho e decrépito apartamento que você chama de casa, você toma o caminho mais longo. Evitando as avenidas principais que levam ao antigo bairro industrial, cortando caminho pelos becos, e evitando passagens onde poderia encontrar algum perigo em potencial. Como o viaduto que leva as docas, onde as gangues costumam se encontrar.

Você chega à ponte que atravessa um córrego do lado oeste do bairro industrial, retira a chave do bolso e a atira na água. Escutando o som sem graça que ela fez ao ser engolida poucos instantes depois.

O córrego era quase limpo - assim como tudo em Newcastle - e não devia ser muito fundo, com a água batendo no máximo nas canelas de uma pessoa adulta. Mas não era muito provável que alguém descesse até lá e encontrasse a coisa. Afinal, aquela era uma parte pouco movimentada da cidade, e as pessoas têm mais o que fazer, além de buscar quinquilharias em fundo de rios... Bom, em todo caso isso não era mais problema seu. Se algum idiota colocasse as mãos naquela chave, era porque estava procurando sarna para se coçar.

A chuva volta a cair pouco depois de você deixar a ponte. Primeiro tímida, depois em uma grande torrente. E dez minutos depois você estava de volta ao velho prédio de quatro andares, completamente ensopado.

A calefação devia estar no máximo, o primeiro andar estava abafado como uma sauna. O que não seria tão mau depois de tomar uma chuva, não fosse o mau cheiro naquele lugar. Algum bicho devia ter se enfiado em um dos apartamentos vazios e morrido lá dentro... Você podia tentar falar com Loid, o senhorio do lugar, mas aquele rato maldito só aparecia para cobrar o aluguel.

As lâmpadas do primeiro e segundo andar continuavam quebradas, arrebentadas por algum pivete, sem duvida. O que te faz ter que subir os dois lances de escada até o terceiro andar praticamente no escuro. Uma voz feminina exaltada podia ser ouvida no corredor. Sua vizinha do lado, provavelmente.

Você destranca a porta do seu próprio apartamento, passa pelo corredor estreito que levava ao banheiro, e encontra Graves no quarto com o rosto colado na parede, espiando o apartamento ao lado por um novo furo na parede. Devia ser algo muito interessante, pois ele nem ao menos parecia ter notado a sua chegada.

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19 Re: [RPG] Newcastle em 11/11/14, 02:08 am

Corvo

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Jack Fingerluck

Observo a cena lamentável por um segundo, antes de jogar minha chave sobre um balcão qualquer e o casaco dentro da pia - Pensei que você podia atravessar paredes, seu pervertido. Pra quê o furo? - Digo, já me atirando sobre o pequeno sofá mofado e tirando as botas, revelando um par de meias furadas e sem cor.

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20 Re: [RPG] Newcastle em 12/11/14, 09:25 am

LíderDosLíderes

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Isaac Magdemery

Me dava um certo alívio estar longe daquela mulher outra vez. Ela me fazia mal. E estar aqui, novamente, nessas condições, também me fazia mal.

Mas eu tinha um trabalho que fazer - Cujo qual eu não conseguiria meus ₤10,000, o que é totalmente injusto. Um pouco mais e estaria me dedicando a caridade, pff. E apesar do sentimento nostálgico que me dava aquele lugar, eu devia me apressar.

Com cada pergunta que eu fazia, a cada pessoa que eu questionava, eu conseguia criar um maior panorama do caso. Não só sofria da suposta maldição, mas também era uma acusada. Por mais que eu conseguisse eliminar o problema, era ainda terminaria na prisão, com uma pena mínima entre 25 e 30 anos... Desesperante.


Irrelevante, eu só lidava com paranormal. Ugh... Mas deixar aquela mulher ser culpada por causa de algum espirito entediado não era justo. Droga. Eu manteria meus olhos abertos e ouvidos atentos caso encontrasse algo que pudesse ajudar no caso. E enquanto divaga nos meus pensamentos, eu já me encontrava no prédio administrativo. A noite já estava chegando, mas o memorial recém instalado era o que me chamava a atenção. Cruzava os braços. Havia um garoto lamentando.
Ele deve estar triste. Provavelmente não quer ser incomodado.
Pois é.

Eu me aproximo, com a mirada fixa no monumento. - Assassinatos. Suicídios. É fácil descobrir os causantes destes, mas casos com esse daqui... Esse é o tipo de caso que vai acabar em alguma caixa na estação de policia, anos vão passar e nada vai acontecer. - Digo, num tom monótomo. - Meu nome é Isaac Magdemery, detetive privado. Você sabe aonde se encontra uma garota chamada... Ivy Blanche?

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21 Re: [RPG] Newcastle em 07/12/14, 07:31 pm

Beatriz Moura

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Jack Fingerluck
Terça-feira, 21 de Setembro.

Sir Thomas tem um sobressalto e se encolhe em seguida, como uma criança pega fazendo algo que não devia. Ele até poderia ter corado, não fosse o fato de estar morto. Mesmo assim, não demora muito para ele recuperar a compostura, voltando ao seu costumeiro ar de metido a besta.

- Ora essa, Fingerluk! Não posso acreditar que me tomas por algum depravado desrespeitoso! – Diz ele indignado. – Eu apenas estava verificando se nossa vizinha estava bem, a pobrezinha parece muito transtornada... - O que não era mentira. Seja lá com quem sua vizinha falava não se tratava de uma conversa amigável. - Quanto ao buraco, ele já estava ai quando eu cheguei. Esse lugar está caindo aos pedaços, você deveria pensar em se mudar.

Alguns minutos depois a discussão telefônica no apartamento ao lado para, seguida do barulho de coisas sendo reviradas, chaves sendo agitadas, e de alguém descendo as escadas de forma rápida na sequência.

Parecia que você finalmente teria um pouco de paz e sossego, quando volta a ouvir o som de passos na escada, subindo dessa vez, e alguém começa a bater na sua porta de forma rápida e insistente.



[OFF]
Se você quiser fazer alguma coisa nesse meio tempo é só postar.

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22 Re: [RPG] Newcastle em 20/12/14, 01:08 pm

Corvo

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Jack Fingerluck



- É, é... - Falo, dispensando o comentário sobre me mudar. Se eu tivesse esse tipo de dinheiro, já estaria longe dali há muito tempo.

De repente meus sentidos disparam. Algo estava errado! Dou um salto enquanto exclamo um palavrão. Eu havia acabado de encharcar o sofá, que por um acaso também era minha cama! Devia ser meu dia de sorte, ou coisa assim.

Para completar, enquanto eu ainda tentava de algum modo espremer a água do velho estofado manchado, alguém começa a esmurrar minha porta. Devia ser Loid, claro. O avarento miserável me ouviu chegando e veio correndo cobrar o aluguel. Murmuro mais um palavrão e penso numa desculpa enquanto ando até a porta.

- Já vai, já vai, caramba! Escuta Loid, esse lugar está caindo aos pedaços. - Levo a mão à maçaneta - Tem buraco na parede, vazamento em cima do meu sofá e a eletricidade está... - Abro a porta.

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23 Re: [RPG] Newcastle em 27/12/14, 12:28 pm

Beatriz Moura

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Jack Fingerluck
Terça-feira, 21 de Setembro.


Você gira a maçaneta, já esperando ver a cara suína de Loid, com o cabelo sujo e a pança de cerveja. Mas para sua surpresa, parada no lugar de Loid, estava uma mulher. Não o tipo de mulher que você esperava encontrar parada à sua porta - o tipo que cria gatos, fala sozinha, e não costuma arrumar o cabelo – mas sim uma mulher jovem, bonita e, por mais incrível que pareça, atraente.

Ela devia ser pouco mais nova que você, de corpo atlético, mas sem chegar a ser masculina, e grandes olhos cinzentos.  O cabelo castanho estava preso em um rabo de cavalo, e a franja estava colada na testa devido à chuva. Ela não devia ter ficado muito tempo do lado de fora, visto que não estava nem de perto tão ensopada quanto você, mas a camiseta branca que ela vestia por baixo da jaqueta jeans estava úmida o suficiente para ficar levemente transparente, revelando o sutiã preto de renda que estava usando.

- Olá, vizinho! – Ela diz com um sorriso amigável. – Eu fiquei trancada do lado de fora do meu apartamento, será que posso esperar pelo chaveiro aqui?

Isso devia ser algum tipo de piada, não?

Sem esperar uma resposta ela passa por você, tocando levemente o seu peito para abrir caminho, te deixando com cara de tacho ainda segurando a porta.  

A voz dela batia com a que estava vindo do apartamento ao lado minutos atrás, mas fora isso nada parecia estar certo. Parte de você adoraria tê-la por perto por motivos óbvios.  Mas a noite não tinha começado bem, e quanto mais surpresas menores eram as chances de terminar bem.

- Você achou que era o Loide? – Ela encosta no balcão ao lado da pia, à-vontade como se estivesse na casa de um velho amigo.

Graves por sua vez estava parado no canto do quarto, com os olhos arregalados como se a mulher fosse a assombração no recinto. Ele olha para você visivelmente confuso. – Faça alguma coisa, Fingerluck! Ela não deveria estar aqui!

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24 Re: [RPG] Newcastle em 27/12/14, 05:40 pm

Corvo

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Jack Fingerluck



A primeira coisa que sinto ao abrir a porta, além do meu queixo caindo, é uma grande confusão. Uma garota linda na minha porta?! Então era essa a sensação de se dar bem? Uma sensação gratificante e... desconfortável, para falar a verdade.

Quero dizer, olhe só para esse mulherão parado na minha batente. Não pode estar certo. Isso é encrenca, com certeza. Sim, todos os meus sentidos agora entraram num acordo de que nada bom pode sair desse encontro. Eu deveria fazer algo a respeito disso agora mesmo! Então fecho a porta imediatamente ~uns cinco segundos depois de ela ter entrado~

Demoro um pouco para responder - Ah... É, é, pensei sim. Só ele bate na minha porta. Digo, bate desse jeito. Você tem uma mão forte. -

Quanto ao aviso de Graves, da última vez que ele me alertou contra uma garota foi porque ela ouvia hip hop. Esse provavelmente era só outro dos chiliques dele. Claro, ela tinha acabado de sair do apartamento ao lado e dizia que não tinha chave, mas eu estava confiante de que havia uma explicação razoável para aquilo. E se a coisa toda desandasse... Bem, eu nunca gostei daquele apartamento, mesmo.

- Quer sentar? - Pergunto, então lembro do sofá encharcado e disfarço com um - Ou beber alguma coisa? - Sim, água amarelada de torneira, a única coisa que eu tinha - Ahn... Você mora aqui há quanto tempo? Porque eu não lembro de ter visto você no prédio antes. - Muito bom, Jack. Realmente, suave como um gato...



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