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[RPG] Caminho Das Chaves

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1 [RPG] Caminho Das Chaves em 05/02/16, 11:09 pm

Corvo

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Era tarde da noite naquele pacato bairro suburbano. O último vento morno de verão batia nos bem cuidados bordos, levando embora algumas folhas amareladas. Quase invisível em meio às residências, uma casinha escondida pelo mato portava uma placa, que rangia sobre a porta de madeira. Nela lia-se "Caminho das Chaves".

Eram poucos os que visitavam a pequena loja de antiguidades da madame Shacklehorn, pois sua estranha clientela, junto com a fixação que a velha senhora tinha por chaves, espantavam a maioria das pessoas.

Um gato pardo salta de um galho para uma pequena janela, mais ou menos na mesma hora que um carro estaciona em frente ao local. Segundos depois um sino indica que um cliente havia entrado na loja.

O homem de terno preto olha com interesse para as centenas de chaves balançando no ar, penduradas por fios que mais pareciam teias de aranha. O cheiro de madeira velha e ferro enche suas narinas. Ele estende a mão para uma chave ao lado de sua cabeça, quando uma porta se abre e uma senhora de cabelos brancos entra, usando pantufas e ainda amarrando o roupão púrpura em torno da cintura. Quase tropeça no gato aos seus pés, então se dirige ao visitante.

- Sinto muito, mas eu não atendo ninguém tão tarde, a menos que tenha hora marcada. - Ela não se preocupa em esconder o tom de reprovação, mas o homem não parece notar. Parece quase entediado quando pergunta - A senhora é Abgail Shacklehorn? - Quando ela concorda, o homem levanta sua prancheta e continua de maneira monótona - Abgail Shacklehorn, 130 anos, visitante, bruxa-de-chifre... -

- Nós preferimos o termo Sidhe. - A velha, agora com feições deformadas e dois chifres em forma de grilhões na cabeça, estava visivelmente irritada - Conheço seu tipo. O que querem aqui? - O homem do meio, pois agora eram três, baixa a prancheta e olha para a criatura, sem alterar sua atitude burocrática - Os seus serviços devem ser finalizados. -

A bruxa fica em silêncio por longos segundos, surpresa. Finalmente seus olhos se voltam para o gato se esfregando em sua perna, e ela pega o animal - Entendo. É melhor se prepararem, não será fácil. -

Quando o primeiro dos cinco homens avança, ele cai em instantes com as presas do gato, agora uma besta do tamanho de um lobo, perfurando seu pescoço. Ao mesmo tempo, outros dois homens apareciam das sombras para se juntar à luta.

Naquela noite, várias pessoas da vizinhança acordaram com o som de gatos brigando, ou talvez fosse um cachorro grande. Levaria vários dias antes de alguém perceber que aquela estranha senhora, dona da loja de antiguidades, havia desaparecido.



Caminho das Chaves





~ Uma imensa besta corria contra você, girando um enorme tronco como se fosse um bastão. Você se abaixa e salta para o lado, deixando que a estranha mata ao redor levasse o estrago no seu lugar. A criatura cor de musgo se volta na sua direção e ergue a arma improvisada, mas dessa vez você pula no pescoço do inimigo antes que ele pudesse atacar. Os dois se engalfinham, e a destruição que causam é terrível, mas por fim você se levanta sobre o corpo do monstro, enche os pulmões e lança um urro aos céus, declarando sua vitória. ~

Christopher Knight acorda de um pulo, assustado. Sua irmã batia na porta do quarto, gritando para ele se aprontar para o colégio. O garoto solta um gemido. Preferia ter que enfrentar o monstro do sonho do que ir para a escola.

Charlotte Knight já se encontrava na pequena cozinha do sobrado, preparando ovos para ela e o irmão, usando um avental por cima do uniforme. Se algum dos seus colegas a visse daquele jeito, ela se mataria. Ou, mais provavelmente, mataria o colega. Mas não havia muita alternativa, não podia sujar o uniforme, e se deixasse para se vestir depois de comer, se atrasaria para a aula.

A adolescente lança um olhar rancoroso para a tia, sentada à mesa, assistindo letargicamente ao jornal da manhã no televisor a tubo, de apenas 14 polegadas. A irmã de seu pai, Elle, nunca ajudava na casa, não sabia cozinhar e mal prestava atenção à ela e ao irmão. Na maior parte do tempo era como se eles nem existissem, e por isso Charlotte teve que aprender a cuidar de si mesma e de Christopher muito cedo, depois que os pais morreram no acidente de avião.

Quando Christopher desce as escadas, encontra sua tia e sua irmã já à mesa. Charlotte joga um prato com torrada e ovos à sua frente e reclama que ele está atrasado. Enquanto comem, o pequeno homem do telejornal diz que o dia estaria encoberto, com chuvas localizadas ao anoitecer. Era a mesma previsão que havia dado durante toda a semana. Ainda era apenas o começo do outono, e as tempestades de verão persistiam, apesar de já estar começando a esfriar. Provavelmente seria uma boa ideia vestir uma blusa antes de sair de casa.

O noticiário segue com o sumiço de uma velha em Farnborough, e então com uma reportagem sobre a praga nas plantações de cebola. Pouco depois os irmãos desciam apressados pela rua, em direção ao colégio, sem se dar conta de que sua tia os observava por uma janela do segundo andar.





Última edição por Corvo em 06/02/16, 08:17 am, editado 1 vez(es)

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2 Re: [RPG] Caminho Das Chaves em 05/02/16, 11:20 pm

Corvo

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[OFF]

Está ficando muito maior do que eu previa, por isso vou dar um tempo pra vocês postarem alguma coisa se quiserem, e termino o post amanhã.

Se quiserem fazer alguma coisa no meio de um parágrafo, ter uma conversa, ou qualquer coisa assim, fiquem à vontade.

Qualquer dúvida, estou à disposição, aqui, no Whatsapp, por SMS, vcs escolhem. XD

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3 Re: [RPG] Caminho Das Chaves em 06/02/16, 06:02 pm

LíderDosLíderes

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Postador Formado
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Chris K.

Eu podia sentir o poder que eu tinha ao estar acima daquele monstro que ousou-me desafiar. Ha! Qualquer um que tenta passar por acima de mim não merece nada mais que sofr...

...

Ah, claro...

Os batidos na porta me puxavam de volta para a realidade. Meus olhos abrem rapidamente, o que causa uma certa desorientação. Alguns poucos segundos passam e só então a reclamação da minha irmã chega aos meus ouvidos. Eu quero fechar meus olhos novamente, mas sabia que não conseguiria dormir novamente. Simplesmente suspiro, enquanto me levanto e fico olhando fixamente para nada em particular por quase um minuto, como se tivesse tentando comprar tempo.

Mas no final das contas, desisto. Simplesmente pego meu uniforme, dobrado em algum lugar entre a pilha de livros que se acumulava no chão. Antes de baixar, sem embargo, lavo meu cabelo na pia do banheiro, e jogo um pouco de água no meu corpo: Se ela chegasse a cair no chão, limparia ela com alguma toalha ou pano que estivesse perto. Antes de sair do banheiro, olho para a janela. Meus pensamentos divagam por um segundo, até que percebo um clima frio, pelo qual decido voltar ao meu quarto para pegar minha jaqueta, uma jaqueta negra bem simples. E claro, minha toca, que cobria até minhas sobrancelhas. Talvez não fizesse tanto frio, mas aproveita e pegava meu cachecol também. Quem sabe, talvez se não vissem meu rosto, não me incomodariam... Não que eu não tenha tentado anteriormente, mas...

Evitando chegar numa conclusão, simplesmente vou para baixo, aonde sou recebido pela negatividade da minha irmã e totalmente ignorado pela minha tia. Apesar disso, eu gostava delas duas: A Thatcher podia ser mandona as vezes, mas ela cuidava de mim, apesar de tudo. Não há como negar que estamos cada vez mais distantes, e por alguma razão ela não gosta mais que a chame de Thatcher... Será que ela na verdade me odeia? ... E minha tia, bom... Pelo menos ela nos deixa viver com ela. É mais do que muitas pessoas fizeram por mim.

Em silencio, evitando levantar a cabeça, como. Não muito, me sinto cheio a poucas mordidas depois. Eu estava comendo cada vez menos, e sabia que tinha que tentar comer mais, mas me sentia cheio imediatamente.

Após tudo isso, temos que sair, já um pouco atrasados. Por minha culpa, claro. Eu sempre faço coisas erradas e idiotas... Já lá fora, alguns quarteirões longe de casa, decido quebrar o silêncio.

Thatch... Charlotte, desculpe se não me levantei mais cedo... Ou mais rápido... Eu vou tentar ser mais responsável. Espero que você não se meta em mais problemas se chegamos atrasados... — Digo, com as mãos no bolso, quase todo meu rosto coberto pelo cachecol e minha toca, olhando para o chão enquanto caminho.

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4 Re: [RPG] Caminho Das Chaves em 06/02/16, 07:17 pm

Beatriz Moura

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Postador Formado
Postador Formado
Charlotte Knight

Bato na porta para acordar meu irmão como de costume e volto correndo para a cozinha antes que os ovos queimassem. Seria muito legal se eu pudesse dormir até mais tarde e acordasse com o café na mesa, mas... Termino de preparar o café em silencio, desisti de tentar me comunicar em Elle a séculos.

Já havia tomado café e separado minhas coisas para escola quando meu irmão desceu. Visto meu casaco e coloco minha touca favorita, a de lã violeta folgada na parte de trás, enrolo o cachecol em volta do pescoço e verifico se já havia colocado um guarda-chuva na mochila. Tudo certo.

Saímos de casa atrasados graças ao meu irmão.
Deixa pra lá. – Digo, apertando o passo para não perder a hora. –E pare de me chamar pelo nome daquela fascista!

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5 Re: [RPG] Caminho Das Chaves em 14/02/16, 11:05 pm

Corvo

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KNIGHT

O garoto se volta para a irmã e abre a boca para responder, talvez se desculpar. Charlotte olhava para frente enquanto caminhava, sem notá-lo. O momento passa e Christopher volta a andar cabisbaixo, em silêncio. Não demora muito a chegarem no colégio, uma construção de pintura gasta e canteiros cheios de mato. O pátio já estava vazio, exceto por um casal de uniforme, encostado numa mureta. Chris observa sua irmã correr até eles, então segue lentamente até a entrada principal do prédio.


Charlotte

Lucy não percebe a aproximação da garota até Charlotte parar ao seu lado - E aí, amiga! Você conhece o Damien, né? - A garota hispânica diz com um sorriso maquiavélico enquanto o rapaz, surpreso, desenterrava o rosto do seu pescoço. Charlotte o reconhece de uma outra classe, um ou dois anos atrás delas. Ele a cumprimenta, embaraçado, e ela responde com um aceno de cabeça, constrangida ao notar a quantidade de batom escuro em volta de sua boca.

Lucy sorri com a reação dos dois. Aquilo era típico dela! A jovem compartilhava os gostos e visual punk de Charlotte, mas quando se tratava de garotos, as duas pareciam viver em mundos diferentes. Aquele era o quarto rapaz que Charlotte via "acompanhando" Lucy, só naquela semana. Até para alguém como ela, com fortes opiniões sobre feminismo e liberdade de expressão, aquilo era demais. No entanto, Charlotte sabia que não adiantava argumentar nem chamar a atenção de Lucy, ela apenas começaria o velho discurso sobre "igualdade entre os sexos" e "regras morais ultrapassadas". Por fim Charlotte se contenta apenas em falar - Oi Lucy. Onde estão os outros? -

Algo afunda na barriga da garota quando a outra levanta uma sobrancelha e diz, como se a resposta fosse óbvia - Eles já entraram, oras! Você sabe que horas são? - Charlotte xinga baixinho e sai correndo para o prédio enquanto Lucy dá risada ao fundo - Esquece a aula, garota! A gente só precisa copiar as anotações do Mick depois! -


Christopher

Um silencio constrangedor cai sobre a classe e todos olham para a porta da sala - Hum, desculpe o atraso... - Christopher começa a falar, mas é interrompido - Vá para o seu lugar. - O tom de voz do professor era tão seco quanto seu olhar. Algumas pessoas cochicham enquanto Chris passa por elas até o fundo da sala e se senta. De cada lado os colegas faziam o melhor possível para ignorá-lo. O professor então retoma o discurso monótono sobre mitose celular e o garoto vai se aprofundando em pensamentos que nada tinham a ver com a aula.


Charlotte

Charlotte andava sorrateiramente ao redor do prédio principal. Passa sob a enorme àrvore que dominava o pequeno pátio lateral, entra num estreito corredor entre a parede do colégio e o muro que o separava de um terreno baldio, e finalmente pode ver a "entrada secreta" que Rube havia ensinado. Era uma janela baixa, cujo fecho há muito tempo havia quebrado. Mesmo pelo lado de fora era possível abrí-la com um tranco no ângulo certo, e o corredor para o qual ela dava entrada era um beco sem saída, com uma única porta que vivia trancada. Nunca havia ninguém ali.

Enquanto pulava a janela, Charlotte repara, parcialmente escondida por um arbusto, uma portinhola quadrada no muro que faz divisa com o terreno baldio. A garota estranha nunca ter percebido aquilo antes, mas acaba por dar de ombros e seguir para a primeira aula do dia.


Christopher

- Chris! Ei Chris! - Um menino roliço, ruivo e cheio sardas se aproxima bamboleando pelo corredor cheio de alunos - Oi Farley. - Christopher o cumprimenta sem animação, então volta a contar o dinheiro do lanche. Tudo que Chris tinha de desânimo, Farley parecia ter de empolgação - Olha só o que eu consegui, Chris! O número 14, o PB4Y Privateer! Agora já tenho todas do número 1 até o 53! Só faltam mais trinta e sete pra eu completar o álbum! E também consegui outro L-17 Navion, se você quiser a gente pode trocar! Quantas você já tem agora? - Ele falava muito rápido, sem pausas e com sotaque carregado. Christopher já estava acostumado com isso, mas desejava que a única pessoa do colégio que era amigável com ele não fosse tão... tão "Farley".

- Farley, eu não gosto de figurinhas de avião. - Chris fala pacientemente, provavelmente pela milésima vez, enquanto fecha o armário e começa a caminhar para o refeitório. O garoto irlandês não perde o ânimo - Ah, mas isso é só porque você ainda não leu direito as descrições dos cards! Olha só, se você p-Ai! - As figurinhas vão ao chão quando alguém tromba nele. A pessoa resmunga "desculpas" sem parar de andar, e Farley junta as figurinhas antes de continuar o falatório, seguindo o amigo.

Aquilo acontecia com bastante frequência. Chris não tinha certeza se era por Farley ser tão desastrado, ou se era porque ninguém dava muita atenção ao garoto estrangeiro. Provavelmente uma mistura dos dois. De qualquer modo, Chris tinha certa inveja da habilidade de Farley, de passar despercebido. As pessoas sempre pareciam notar quando Chris aparecia num lugar, mas nunca de um jeito bom, como acontecia com sua irmã. Ela chamava atenção, e todos a olhavam com respeito e admiração. Ele chamava atenção, e todos o olhavam feio, esperando o momento certo para atacá-lo.

Ironicamente, ele pensava nisso enquando carregava distraidamente sua bandeja pelo refeitório, procurando um lugar onde sentar, e de repente tromba com alguém. A garota dá um grito agudo, olha para a roupa coberta de molho, então começa a xingar. Duas amigas aparecem em instantes para ajudá-la, e Chris mal tem tempo de se levantar quando um rapaz o empurra de volta ao chão - Você não olha por onde anda, não, seu pateta?! Olha o que você fez com a Rebecca! Vem aqui! - O garoto, que devia ser uns dois anos mais velho que Christopher, o agarra pelo colarinho.


Charlotte

- Dá pra acreditar na quantidade de trabalho que ele passou?! - Pen dizia, referindo-se à aula de história da qual tinham acabado de sair - E é tudo sobre história local. Você não acha esse tipo de coisa na internet! Mick, deixa eu copiar o seu trabalho, vai! - O garoto, largado na cadeira, suga ruidosamente as últimas gotas do suco de caixinha antes de responder - Sem chance. Da última vez eu tirei zero porque vocês nem se deram ao trabalho de disfarçar que colaram. - Penelope solta um bufo de frustração e volta a andar de um lado para o outro. Sophia teclava sem parar do seu celular, alheia a conversa. Lucy, encostada na mesa, observava os garotos que passavam e às vezes fazia um comentário sobre algum que achava particularmente interessante. Charlotte mexia sua comida com o garfo de plástico, parecendo desinteressada.

De repente os cinco levantam a cabeça, e sons de alguma confusão começam do outro lado do refeitório. Coisas caindo, um gritinho de garota. Provavelmente alguém derrubou uma bandeja, nada incomum. Mas então são seguidos de gritos típicos de alguém brigando. Algumas pessoas passam correndo para ver o que está acontecendo, e murmúrios de "briga?" e "alguém está brigando!" chegam aos ouvidos dos jovens.

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6 Re: [RPG] Caminho Das Chaves em 14/02/16, 11:26 pm

Corvo

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OFF


Gente, vocês poderiam fazer uma descrição física dos seus personagens [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], por favor?

Até agora eu não sei a cor do cabelo de vocês, nem o tipo de aparência punk que a Charlotte usa. XD

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7 Re: [RPG] Caminho Das Chaves em 16/02/16, 05:53 pm

LíderDosLíderes

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Christopher Knight


Farley não sabia a sorte que tinha. Ele podia ser ele e ninguém o criticava. Ou olhavam para ele.  A situação de manhã já havia sido má, o que me havia deixado com a garganta enrolada até o momento. Por mais que ele fosse chato, e insistente, era impossível negar que me sentia um pouco mais aliviado na presença do garoto. Não que isso me fizesse gostar dele, se fosse por mim, nunca sairia do meu quarto.

A hora do lanche era a pior. Eu tinha ou que ir depressa para chegar na cantina cedo, pegar minha comida e conseguir pegar uma mesa sozinha, ou ter que esperar alguma liberar para eu poder sentar, normalmente com Farley me acompanhando. Não que eu já não tenha tentando sentar em uma mesa com alguém, mas sempre podia sentir as suas miradas enquanto me aproximava. Às vezes, alguns sussurros. Não importava o que eles diziam ou como me olhavam, sempre eram mensagens querendo dizer ‘‘ Que nojo’’, ou ‘‘ Droga, ele não acha que pode sentar aqui, acha?!’’. Não como se eles estivessem errados... Pensar que eu poderia – ou deveria – sentar com algum deles era errado. Não, eu tinha que esperar levantado em algum canto da cantina mesmo.

Talvez minha ansiedade tivesse me afetado, mas quando eu vi uma mesa se desocupar completamente, eu simplesmente comecei a caminhar com velocidade na direção dela. Foi por isso que eu não devo ter visto a garota... Ugh, droga...

Eu nem tinha visto para onde minha comida havia voado. Começava a soar, minhas pupilas dilatavam, e as poucas partes da minha pele exposta começavam a ficar tão vermelhas quanto um morango. Eu tentei, eu juro que tentei dizer desculpa, gritar por perdão, mas apesar de ter aberto minha boca, nada saia dos meus lábios.

Automaticamente me levanto, mas alguma coisa me joga novamente ao chão. Meus olhos, incrédulos, observam como um garoto claramente mais velho que eu me joga para cima novamente, me tendo pelo colarinho.  Os meus olhos começam a buscar alguém. Um professor. Um monitor. Minha irmã... Mas não há ninguém na vista.

...
... Droga! Meus olhos estavam começando a lacrimejar! Eu não podia estar aqui, todo mundo ia me ver chorar. Eu tinha que acabar com esta situação, rápido, de alguma maneira...

Des... — Tento dizer, em voz baixa. — D-desculpa... — Consigo, mas quase um gemido. — ... Foi sem querer... — Minha voz era baixa, mina visão evitava o rapaz, e ainda por cima meu cachecol não ajudava a fazer o som chegar até ele corretamente. Mas esperava que fosse o suficiente.

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8 Re: [RPG] Caminho Das Chaves em 24/02/16, 07:58 pm

Beatriz Moura

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Charlotte Knight



- Sua falta de criatividade é perturbadora, Pen. – Digo a garota quando Mick se recusa a deixar-la colar. – É só procurar o tiozinho mais idoso que você conhecer e perguntar como eram as coisas na época que ele não precisava usar bengala. Tire a maquiagem e coloque aquele suéter cor-de-rosa-boa-moça que sua mãe te deu no Natal que não tem erro.

O comentário sobre o suéter provavelmente a deixaria irritada, mas esse era o objetivo. Ver um chilique de Pen sempre me alegra o dia.

Um sorriso ligeiramente maldoso começava a se formar em meus lábios, quando escuto a confusão. Não precisei olhar duas vezes para reconhecer meu irmão encolhido enquanto um valentão o erguia pelo colarinho.

Que ótimo...

Antes que meus amigos pudessem dizer alguma coisa eu já estava abrindo caminho às cotoveladas entre os alunos que se aglomeravam para ver a briga.

- Já chega! – Digo, puxando meu irmão para trás de mim e entrando na frente do valentão. – Foi um acidente, ele já se desculpou. Não é mesmo, Chris? - Encaro o garoto mais velho, mantendo Christopher atrás de mim. Se aquele imbecil quer bater no meu irmão vai ter que passar por mim primeiro!

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9 Re: [RPG] Caminho Das Chaves em 07/03/16, 08:23 pm

Corvo

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Christopher


Enquanto era arrastado pelo colarinho, o garoto tem um daqueles momentos em que tudo parecia ficar mais silencioso e lento, e ele é invadido por uma profunda calma. O rapaz mais velho o chacoalhava e gritava, mas Chris não se importava mais. Aquilo estava acontecendo com outra pessoa, não com ele. Não havia nada que o rapaz pudesse fazer para machucá-lo de verdade.

Nesse momento Chris capta o olhar que o brutamontes lança para a garota, a tal de Rebecca. De repente fica claro que o rapaz gostava dela, queria mostrar como ele era superior e se importava com ela, que a protegeria. Esse era o motivo real porque Chris iria apanhar. O garoto mais velho volta a fitar Chris e as coisas voltam a ficar rápidas. Ele levanta o punho...


Charlotte


O soco acerta com tudo, fazendo com que as bandejas sobre a mesa pulassem - EU NÃO USO AQUELA PORCARIA NEM QUE SEJA O ÚLTIMO PEDAÇO DE PANO NA FACE DA TERRA! QUE TIPO DE PESSOA... - Pen continua gritando enquanto Mick revira os olhos e se coloca ao lado dela, tentando acalmar a fera. Charlotte sorri com satisfação enquanto ouve coisas como "...algum tipo de Barbie retardada..." e "...pode enfiar o suéter no meio do...".

Mick ainda dava tapinhas condescendentes para acalmar Pen, quando começa a confusão do outro lado do refeitório. Já desconfiada que podia se tratar do irmão (novamente!), a garota se levanta e começa a caminhar a passos largos. Atrás Lucy murmura "ah, merda", e de repente estavam todos caminhando ao seu lado.

Assim que avistam Chris, Mick fala - Lotte, você já considerou deixar que ele se virasse por conta própria? Talvez fosse bom pra ele, sabe, "sair da casca", ou coisa assim... - Mas Charlotte não responde, apenas abre espaço até o meio da confusão.



KNIGHT


- Já chega! - O grito faz o rapaz parar o soco a meio caminho do nariz de Christopher, e de repente Charlotte estava entre os dois - Foi um acidente, ele já se desculpou. Não é mesmo, Chris? - Ela encarava o brutamontes enquanto falava, sem olhar para o irmão.

O rapaz hesita por um instante, surpreso com a atitude da garota, mas logo recobra a valentia - Cala a boca, que isso não é da sua conta! Agora sai da minha frente antes que sobre pra você! - Apesar daquelas palavras, ele não faz nenhum movimento para avançar.

Enquanto os dois se encaravam, um par de braços agarra Chris num abraço por trás e, antes que se pudesse fazer alguma coisa, alguém se larga sobre ele, fazendo as pernas do garoto tremerem com o peso extra. Era Lucy. Ao lado dela, Pen fala - Está querendo morrer, imbecil?! Você sabe com quem está mexendo?! - Pouco atrás, Michael diz - Agora é melhor você ir embora, cara. - Desconcertado, o rapaz acaba voltando para sua mesa, mas não sem antes lançar um olhar rancoroso para Christopher e falar - Isso não vai ficar assim! -

Quase imediatamente a rodinha de alunos começa a se dispersar. Lucy, ainda apoiada sobre os ombros de Chris, aperta a bochecha do garoto e diz, bem humorada - Pronto, bonitinho! Agora você está a salvo! - Charlotte não achava que o irmão pudesse ficar mais vermelho, mas agora ele lembrava um enorme palito de fósforo. Atrás, Sophia e Mick riam de alguma coisa no celular da garota.

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10 Re: [RPG] Caminho Das Chaves em 10/03/16, 10:01 am

Beatriz Moura

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Postador Formado
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Charlotte



- Vai ficar exatamente assim. – Retruco quando o garoto volta a ameaçar Chris. – Fique longe do meu irmão, babaca, ou não vai gostar do que vai te acontecer. - Continuo encarando o valentão até que ele volte para junto de seus amiguinhos idiotas. Feito isso me viro para Chris, que estava vermelho como um tomate graças a Lucy.

Você está bem? – Pergunto, arrumando a gola da camisa dele. –Não pode deixar esses palhaços te tratarem assim, você tem que se impor! – Suspiro. – Anda, é melhor sentar com a gente.

Começo a voltar para mesa que estávamos antes de toda a confusão começar. – Do que é que vocês estão rindo? – Pergunto para Sophia e Mick enquanto ando para a mesa.

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11 Re: [RPG] Caminho Das Chaves em 17/03/16, 02:29 pm

LíderDosLíderes

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Postador Formado
Christopher Knight

Somente sentir alguém me abraçando daquela maneira já me fez corar, mas quando percebo que era Lucy, fico mais vermelho ainda. E quando ela apertou minha bochecha, o sangue de todo meu corpo começou a circular rápido. É impossível deixar de soltar um bem leve sorriso, logo em seguida escondendo-o no meu cachecol. Demorei um pouco para entender como a situação havia dado meia-volta, e finalmente percebia o ocorrido quando Thatcher estava me arrumando.

Eu me sentia um pouco incômodo entre os braços de Lucy – Não que eu não gostasse, mas era impossível negar que ficava constrangido –, mas é claro que também não queria parecer estranho, então simplesmente me agacho com certa delicadeza para fingir que precisava amarrar o tênis. Após alguns poucos segundos, me levanto dando um ou dois passos para o lado. — ... E-Eu... Obrigado a todos... Eu achei que ia ficar com mais uma marca, haha... — Uma leve risada forçada sai da minha boca. Não sabendo como interagir direito, e temendo ter que ficar com um grupo grande de pessoas, prontamente penso em uma desculpa para fugir. Thatcher possivelmente perceberia, só esperava que ela não forçasse a barra.

Um pouco nervoso, faço uma leve reverência e olho para todos mas não de maneira direita, querendo parecer agradecido. A Lucy em particular, eu não consegui olhar. — N-Na verdade… Eu, eu tenho que terminar um trabalho com o resto do meu grupo, que íamos nos encontrar em ahm, outro lugar. C-Com licença! — Digo, imediatamente dando meia volta e caminando com passos rápidos para o corredor. Uma vez lá, buscaria o banheiro, entrando em umas das cabines e esperando até o recesso acabar.

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